Distância, tempo, consciência, e suor
12/3/2007Rua do Giriquiti, Rua da Conceição, Praça Maciel Pinheiro, Rua da Imperatriz, Ponte da Boa Vista, Rua Nova, Praça da Independência, Ponte Maurício de Nassau, Cais do Apolo, Avenida Rio Branco. Este é meu percurso diário, a pé, de casa ao trabalho. São cerca de 2km, que eu faço em pouco mais de 15 minutos, curtindo os prédios, as fachadas, as pessoas. Chego um pouquinho suado, mas nada que um copo d’água gelada e um tempinho embaixo do ar condicionado não resolvam.
Se eu quiser chegar mais rápido ainda, sem apressar o passo, posso pegar a Avenida Conde da Boa Vista e a Avenida Guararapes. Me economiza uns 5 minutos e uns 500 metros, mas é mais movimentado, tem mais gente na rua, e a vista não é tão agradável.
Na verdade, há vários caminhos diferentes que posso tomar, incluindo um arrodeio pela Rua da Aurora, que termina sendo bem mais longo, mas muito agradável.
De qualquer forma, sempre chego cedo no trabalho.
Daí que hoje acordei um pouco mais tarde que de costume, e resolvi que poderia experimentar o ônibus, pra variar.
Foram 10 minutos de espera na parada, debaixo do Sol forte. Daí entro no Circular da Boa Vista, que já estava lotado, e sai costurando as ruas paralelas e transversais até chegar na Guararapes, dá a volta, vai pela rua da Aurora, arrodeia a Praça da República, parando a cada 100 metros para subir ou descer gente, e faz o trajeto para mim em 30 minutos.
Ou seja, o que faço, a pé, em 15 minutos, o ônibus faz, a motor, no dobro do tempo. Cheguei atrasado.
E eu ainda contribuí com a emulsão de poluentes no ar.
Caralho.
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