Todo mundo tem a sua
03/15/2008Uma situação desagradável quis se formar diante de algumas fotografias minhas, exibidas para os colegas de trabalho.
Sem entrar em detalhes a respeito dos motivos, eu deveria ter tido um tanto mais de cuidado com certas imagens, sabendo que um dos meus mais próximos ali tem uma espécie de bloqueio com relação ao objeto fotografado em questão.
Alguns minutos depois, uma leve sondagem, perguntinhas soltas, respostinhas inocentes, dois copos de café, e um quase-incidente que poderia pôr em xeque uma amizade foi resolvido.
Ufa.
Mas daí que pouco depois, em momento mais apropriado, claro, conversávamos (eu e outros que não aquele) sobre os truques que a mente humana prega, em forma de paranóias aparentemente bestas, mas com fundamentos tão profundos que não se consegue entendê-las sem uma devida investigação minunciosa.
Não sei quanto a vocês, mas eu, particularmente, tenho um pavor incontrolável de sapos, rãs, pererecas, jias (gias?) e demais batráquios galore do gênero.
Sério.
Noite dessas estava aqui neste mesmo lugar, terminando de digitar coisas e resolvi aliviar a bexiga.
Foi só aplicar o cataclisma na ritrata e me virar que me arrupiei dos pés à cabeça, soltando um apropriado putaquepariu acompanhado de uma tremedeira nas pernas, pela simples imagem daquela porcariazinha de corpo mole e gelado em cima da pia.
Sério mesmo, po!
A cena seguinte pode parecer patética, mas não são vocês que precisam sair do banheiro se arrastando pela parede, com os olhos grudados nos olhos dela, sentindo que a qualquer momento ela vai atacar e querer entrar na tua boca, escavando goela abaixo, como fez sua prima distante há uns não-sei-quantos anos atrás.
Eu, que não consigo, sequer, escutar um estalo no banheiro, que já passo a noite prendendo o mijo, entendo perfeitamente o incidente primeiro, salvo as devidas proporções.
Ali é some heavy shit.
There are 6 comments in this article: