Tudo muito rápido

Ela estava parada, mochila nas costas, agasalho, porta do ônibus fechada à sua frente. Era começo de noite, fazia um certo frio, e o Tip estava lotado.

Véspera de feriado, as pessoas saindo para visitar os seus.

Ele chegou de outra fila, mirou direto nela, e foi certeiro: pediu-lhe um gole d’água, foi atendido e, com uma expressão nula, voltou ao seu lugar.

Cada um subiu no seu ônibus, e cada ônibus seguiu seu caminho, enquanto várias versões de uma mesma ficção se passavam em minha cabeça.


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