Com que frequência você encontra a pessoa certa?

Nos conhecemos há uns 5 anos atrás. Trabalhávamos juntos no mesmo setor, só que em equipes separadas: ela aqui no Recife, e eu numa equipe lotada em Natal.

Simpatizamos um com o outro de cara. Eu achei ela um mulherão. Ela diz que me achou interessante. Não sei se é verdade. É o que ela diz.

Durante algum tempo nos falamos por telefone poucas vezes, e nos encontramos outras mais poucas ainda. Confesso que sempre havia uma empatia, mas nada além de simpatia. Sempre achei Bel muita areia para meu caminhão sequer pensar em carregar.

Então eu me fixei em Pernambuco de vez e em definitivo. Ela já não era mais minha colega, mas sim minha chefe. Continuava aquele mulherão de sempre, e, confesso novamente, com a rotina de trabalharmos sempre perto um do outro passei a vê-la com olhos outros além de simplesmente simpáticos e empáticos.

No ano passado, durante a bebemoração do aniversário de um colega, ela me puxou para dançar, e a simpatia e empatia mútua viraram paquera. A paquera durou alguns dias, já que eu sou frouxo demais para chegar junto.

Combinamos de sair e terminamos nos encontrando num barzinho, ao som de uma banda de blues, e regados a muitas cervejas.

Ficamos.

A paquera se transformou em sedução, e em pouco tempo estávamos envolvidos, tentando esconder nossa relação dos colegas de trabalho. A ideia era ver até onde aquela brincadeira iria.

E foi longe. Nos envolvemos muito rápido em pouco tempo e de forma muito intensa.

Nos apaixonamos.

Nos amamos.

Eu saí da equipe onde trabalhávamos, e ela também. O namoro veio a público, chocando algumas pessoas, provando outras, e confirmando o que outras tantas já desconfiavam.

O namoro completou 1 ano. A ligação entre nós ficando cada vez mais forte. Nós, cada vez mais próximos um do outro. Vi que Bel, minha Bebel, era muito mais mulherão do que eu via em toda minha simpatia e empatia. É um mulherão por dentro e por fora. Linda de todas as formas, até mesmo quando acorda.

Percebi que eu precisava dela. Precisava adormecer e acordar ao lado dela todos os dias. Precisava viver com ela todas as suas alegrias e tristezas, vitórias e angústias, pois tudo aquilo já estava fazendo parte de mim.

Então no último fim de semana eu a pedi em casamento.

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Ela disse “sim”.