Banho, só de cuia

por Thiago

Os cientistas dizem com quase unânime certeza que o grande problema dos próximos anos, décadas e séculos será lidar com a escassez d’água no planeta.

Faz sentido.

A quantidade d’água é a mesma desde que o mundo é mundo, desde que o tempo é tempo, e desde que tem tempo no mundo.

Daí que consideremos que um percentual bem grandão (que eu nem sei qual é) dessa água toda é salgada e, portanto convenhamos, não serve para o consumo. E tem mais um outro percentual que acredito que também seja grandão que está congelada nos pólos norte e sul. O que sobra é um percentual pequenininho (comparado aos outros dois grandões) de água teoricamente boa para consumo.

Digo teoricamente porque o que tem de rio, lago, lagoa, represa e córrego sujo por aí não tem nem percentual para medir. Deve ser um percentual considerável. Creio. Avalio só pelo Capibaribe. Esgoto da porra.

Então imaginem o que nos sobra.

Assustador, né?

O problema vai ser como tratar a água ruim, reciclar esgotos, limpar rios e etc. Há também estudos sobre a dessalinização de parte da água oceânica, marítima, e salobral que cobre boa parte desse mundo. Essa solução, que pode parecer a ideal, gera um outro problema grande: o que fazer com a porra do sal que vai sobrar nesse processo?

Lá em Mossoró não cabe mais.

Digaí… é ou não é assustador, esse nosso futuro?

E tipo… nem é nosso, nosso, nosso, por assim dizer. Acho que só quem vai ter problemas com isso, na vera, são nossos netos ou bisnetos. Mas isso não me tranquiliza nem um pouco, e eu continuo assustado.

E eu me repito essa resenha DIARIAMENTE, quando lembro que no meu prédio só tem água das 06:00 às 08:00 e das 18:00 às 22:00, e quando lembro que já faz 1 mês que não consigo lavar roupa, porque estou trabalhando e/ou dormindo justamente nesses horários.

Acho que isso me torna um dos menores culpados pela falta d’água dos próximos duzentos anos.

Agradeçam à minha síndica.