<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Thiago Pedrosa &#187; crônicas</title>
	<atom:link href="http://thiagopedrosa.com/arquivo/tag/cronicas/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://thiagopedrosa.com</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Fri, 09 Jul 2010 00:23:50 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.0</generator>
		<item>
		<title>Cientificamente comprovado</title>
		<link>http://thiagopedrosa.com/arquivo/cientificamente-comprovado/</link>
		<comments>http://thiagopedrosa.com/arquivo/cientificamente-comprovado/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 30 Nov 2009 11:30:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago</dc:creator>
				<category><![CDATA[palavras]]></category>
		<category><![CDATA[crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[devaneios]]></category>
		<category><![CDATA[trampo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://thiagopedrosa.com/arquivo/2007/06/17/cientificamente-comprovado/</guid>
		<description><![CDATA[No início do ano de 1995 eu era estudante de Agronomia na antiga ESAM, e uma das disciplinas da grade currícular tinha o pomposo nome de Entomologia e Parasitologia I, onde estudávamos os insetos e sua relação com a agricultura e pecuária. O trabalho de conclusão semestral consistia em fazer um insetário completo, em caixa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No início do ano de 1995 eu era estudante de Agronomia na antiga <a href="http://www.ufersa.edu.br">ESAM</a>, e uma das disciplinas da grade currícular tinha o pomposo nome de Entomologia e Parasitologia I, onde estudávamos os insetos e sua relação com a agricultura e pecuária.</p>
<p>O trabalho de conclusão semestral consistia em fazer um insetário completo, em caixa de madeira com tampa de vidro, e uma folha espessa de <em>isonor</em> onde os pobres insetos &#8212; depois de devidamente assassinados em um pote de Nescafé com um chumaço de algodão embebido em éter ou acetona &#8212; deveriam ser arrumados e alfinetados pelas costas, e etiquetados com o nome científico e hora e data de coleta.</p>
<p>Na coleção deveriam haver insetos de várias ordens diferentes, e eu sempre me divertia arrumando os bichinhos no <em>isonor</em>. Era como brincar com um Playmobil que já foi vivo.</p>
<p>Os mais divertidos eram os <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Orthoptera">Ortopteróides</a> (grilos, esperanças, bichos-pau). Sempre ficavam bonitos depois de arrumadinhos, com as patas levemente dobradas nas juntas, antenas esticadas e, às vezes, asas abertas em posição de vôo.</p>
<p>Um belo dia consegui capturar três magníficos exemplares de Ortopteróides: um grilo, uma esperança, e um gafanhoto. Enfiei os três em vidrinhos separados, embebi os chumaços de algodão no <em>loló</em>, joguei dentro, e os deixei agonizando uma noite inteira. No dia seguinte peguei os <em>cadáveres</em>, ajeitei-lhes as patas, meti-lhes alfinetes nas costas e os preguei na caixa, devidamente etiquetados. No mesmo dia fui apresentar meu insetário ao professor, para ganhar a nota final do semestre.</p>
<p>A minha grande surpresa foi chegar lá e ver que o grilo ainda se mexia, mesmo depois de uma noite exposto ao ácido e de ter levado uma alfinetada nas costas.</p>
<p>Bizarro <em>para caralho</em>, o bicho preso no <em>isonor</em> e mexendo as patas, sem conseguir sair.</p>
<p>&#8230;</p>
<p>Há alguns dias houve uma grande injustiça no setor onde trabalho, e um funcionário completamente incompetente, porém <em>pelego</em> e <em>baba-ovo</em> foi preferido numa posição superior, à frente de outros que estavam se preparando havia meses, estudando e se qualificando para o cargo proposto. Dentre estes, eu.</p>
<p>Conversando com meu superior imediato, me mostrei bastante desestimulado e chateado com o ocorrido e ele me disse que não perdesse as esperanças, porque a esperança é a última que morre.</p>
<p>No que eu retruquei de pronto: &#8220;Não, chefe. O último que morre é o grilo.&#8221;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://thiagopedrosa.com/arquivo/cientificamente-comprovado/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>PPF36</title>
		<link>http://thiagopedrosa.com/arquivo/ppf36/</link>
		<comments>http://thiagopedrosa.com/arquivo/ppf36/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 13 Apr 2009 12:50:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago</dc:creator>
				<category><![CDATA[palavras]]></category>
		<category><![CDATA[crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[devaneios]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://thiagopedrosa.com/?p=1387</guid>
		<description><![CDATA[Dia desses aí fui na Receita Federal, resolver sei-lá-o-quê. O atendimento em órgãos públicos é, público e notório, em sua maioria, um caos. Para ser atendido, é preciso pegar uma fila para pegar uma ficha numerada, e daí seguir para uma outra fila, desta vez mascarada em forma de cadeiras e painel eletrônico, nada muito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dia desses aí fui na Receita Federal, resolver sei-lá-o-quê.</p>
<p>O atendimento em órgãos públicos é, público e notório, em sua maioria, um caos.</p>
<p>Para ser atendido, é preciso pegar uma fila para pegar uma ficha numerada, e daí seguir para uma outra fila, desta vez mascarada em forma de cadeiras e painel eletrônico, nada muito confortável, como é de se esperar.</p>
<p>Um senhor à minha frente olha para todos os lados, balbuciando algo inaudível, quando começa a falar alto sobre seu problema. Não fala em direção a ninguém, mas olha para todos os que estão mais próximos de si, talvez na esperança que alguém lhe dê corda para continuar o papo, o que acontece logo, claro.</p>
<p>Sua filha entrou num negócio que precisa de fiador, ou entrou como fiadora num negócio, ou tinha um negócio sem fiador. Fato que há uma diferença de 35 mirréis, que ela não recebeu, ou que pagou a maior. &#8220;É o dinheiro desse povo aqui que patrocina a farra&#8221;, gritava. Verdade.</p>
<p>Sentado ao meu lado, um casal puxa assunto com um senhor, e todos compartilham seus casos. Acabam descobrindo que conhecem o irmão de uma terceira pessoa, que mora ali no Torreão, ou em Setúbal, e as estórias compartilhadas passam para o lado pessoal.</p>
<p>As pessoas, afinal, só querem ser ouvidas. É uma necessidade de quem se vê em necessidade.</p>
<p>A atendente que me entregou a ficha mal me olhou, mal me ouviu, e me entregou um papel que diz que sou PPF36. Sabe-se lá o que isso significa.</p>
<p>O painel à minha frente mostra que estão no PPF25. Aguardo, e torço para que minha numeração seja do atendimento que eu preciso, senão terei que voltar ao início de tudo, talvez até tendo que pegar o ônibus de casa pra cá de novo, já que a atendente me disse, entre um abraço numa colega e o telefone preso entre o ombro e a cabeça, que os atendimentos de CPF são todos após as 14h.</p>
<p>Cruzo os dedos.</p>
<p>O ar-condicionado não funciona, encho minha garrafinha d&#8217;água.</p>
<p>O que será que acontece quando algum político, ou algum dos seus, precisa de atendimento num lugar como esse?</p>
<p>PPF27.</p>
<p>Com certeza não ficam monitorando sua vez num painel eletrônico, nem precisam encher garrafinhas d&#8217;água.</p>
<p>PPF28. Foi rápido, esse.</p>
<p>Todos os que chegam aqui se impressionam com a fila para pegar fila. E é um absurdo, mesmo. Eles, lá em Brasília, fingem que trabalham, e nós, aqui no país, fingimos que aceitamos. Isso é uma opinião pessoal, e não uma conversa furtada.</p>
<p>Aqui todos são iguais, pobres ou ricos, formados ou não. Gente do interior, usando roupa de missa, oficiais de justiça com maletas 007 entuiadas de papel, deficientes físicos, com uma fila especial, para pegar uma ficha de atendimento especial. Só não vejo políticos.</p>
<p>Políticos são diferentes, claro.</p>
<p>Ainda não decidi o que é que está mais quente: o ar, ou a água da minha garrafinha.</p>
<p>PPF29. Pelo que ouço de outras pessoas, o PPF é o prefixo mais demorado no painel de atendimento, e eu acredito.</p>
<p>Há uns que são acostumados a virem a lugares como esse. Vêm toda semana, ou todo dia. Conhecem porteiro, vigilante, atendente, telefonista. Conhecem bem o sistema de atendimento.</p>
<p>Engraçado.</p>
<p>Falando assim, me dou conta que, por mais que seja chamado dessa forma, não consigo me sentir atendido. Apenas despachado. Deveriam chamar despachamento.</p>
<p>Passo o tempo inventando significados para os prefixos que aparecem no painel.</p>
<p>PPF = papa-figo. PPJ = papa-jaca. MA é maranhão.ML, Mercado Livre. EP é como no vinil, e IDO deve ser o oposto de vindo. PBX é um neologismo, com certeza. Rebuxo é como teu buxo tá tão cheio que rebuxa. Meta-buxo, diriam.</p>
<p>ACN devem ser as iniciais de algum político safado. Baiano, provavelmente. Ou alagoano.</p>
<p>O que acontece quando esse painel dá uma pane? Deve ser um rebuliço do carai.</p>
<p>CDF é cu-de-ferro, lógico! Essa é fácil.</p>
<p>ACF é muito parecido com ACN&#8230; deve ser doença! &#8220;Fulano morreu de ACF&#8221;. Faz total sentido, para mim.</p>
<p>De repente me lembrei daqueles filmes antigos, com estórias passadas em alguma época medieval, e onde sempre havia um coletor de impostos, ou um xerife, que passava recolhendo o dinheiro do povo lascado, fudido, e mal pago.</p>
<p>Comparando as épocas, acho que estamos em retrocesso. De alguma forma, o coletor de impostos de outrora não parece tão assustador quando ser chamado de ACF98.</p>
<p>PPF31. Estou aqui há hora e meia, aproximadamente. Talvez eu saia antes do meio dia. De amanhã. Com sorte, ainda janto em casa na quarta-feira. Mas o que eu queria mesmo era poder tomar banho e trabalhar hoje à tarde.</p>
<p>LR eu não faço a mínima ideia do que seja. Minha criatividade já está bastante comprometida pelo calor, pela fome, e pela água quente na minha garrafinha.</p>
<p>PPF32. Mais perto que longe, segundo seu Josué.</p>
<p>Minha bunda está dormente, e não aguento mais o livrinho de palavras cruzadas. Resolvo me levantar e procurar café. De vez em quando passa alguém com um copinho de café do meu lado. Deve haver café em algum lugar por aqui.</p>
<p>PPF34. O café é de um senhor na calçada. Custa 50 centavos, mas eu tô liso. Não tirei dinheiro antes de vir pra cá. Uma vergonha, não poder tomar um cafezinho.</p>
<p>Duas horas e vinte minutos depois de eu ter chegado aqui, sou atendido pelo Carlos, ou pelo Henrique, que, em determinado momento de nosso atendimento (não consigo mesmo, me sentir atendido!), sai para buscar um formulário que vou precisar preencher em casa, e trazer aqui anda essa semana.</p>
<p>Tenho certeza que o formulário está em algum lugar próximo à garrafa de café, ou ao bebedouro d&#8217;água, ou à mesa daquela colega gostosa que o Aldair, ou Gustavo, está dando em cima. Ele diz que o formulário está &#8220;lá em cima&#8221;, provavelmente se referindo a algum andar superior, o que reforça a minha tese.</p>
<p>Já estou aqui há 15 minutos e nada do formulário chegar. Nem o Carlos, ou Aldair.</p>
<p>Ainda bem que ainda tenho uma folhinha de palavras cruzadas, e o ar está condicionado nesta sala.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://thiagopedrosa.com/arquivo/ppf36/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Nostalgia foliã</title>
		<link>http://thiagopedrosa.com/arquivo/nostalgia-folia/</link>
		<comments>http://thiagopedrosa.com/arquivo/nostalgia-folia/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 25 Feb 2009 16:50:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago</dc:creator>
				<category><![CDATA[imagens]]></category>
		<category><![CDATA[palavras]]></category>
		<category><![CDATA[carnaval]]></category>
		<category><![CDATA[crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[devaneios]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://thiagopedrosa.com/?p=1340</guid>
		<description><![CDATA[No dia seguinte a cidade acordou de ressaca. Olhou para si mesma, percebeu que havia levado uma surra. Lavou-se, penteou-se, organizou-se. Viu as coisas que havia deixado por fazer, pensou em outras para começar. No dia seguinte à festa, a cidade sentiu-se solitária, como sempre se sente, mas feliz com suas lembranças mais recentes. A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://flickr.com/photos/tato/3309754592/"><img class="alignnone size-full wp-image-1357" title="fimdefesta" src="http://thiagopedrosa.com/wordpress/wp-content/uploads/fimdefesta.jpg" alt="fimdefesta" width="500" height="375" /></a></p>
<p>No dia seguinte a cidade acordou de ressaca.</p>
<p>Olhou para si mesma, percebeu que havia levado uma surra. Lavou-se, penteou-se, organizou-se. Viu as coisas que havia deixado por fazer, pensou em outras para começar.</p>
<p>No dia seguinte à festa, a cidade sentiu-se solitária, como sempre se sente, mas feliz com suas lembranças mais recentes.</p>
<p>A música passou a existir nos assobios de seus transeuntes, e em aguns pólos de resistência isolada. As cores, antes enfeites, pareciam mais manchas, desbotadas pelas chuvas.</p>
<p>Frascos de lança perfume, goias de cigarro, água de esgoto misturada com mijo apodrecendo no meio-fio. Bêbados largados pelas praças. Restos de comida suja. O que antes foi felicidade, no dia seguinte parecia mazela.</p>
<p>No dia seguinte, a vida voltou ao normal.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://thiagopedrosa.com/arquivo/nostalgia-folia/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Sem abadás</title>
		<link>http://thiagopedrosa.com/arquivo/sem-abadas/</link>
		<comments>http://thiagopedrosa.com/arquivo/sem-abadas/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 20 Feb 2009 18:42:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago</dc:creator>
				<category><![CDATA[palavras]]></category>
		<category><![CDATA[carnaval]]></category>
		<category><![CDATA[crônicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://thiagopedrosa.com/?p=1335</guid>
		<description><![CDATA[Na avenida Guararapes, nas ladeiras de Olinda, no Recife Antigo, nas periferias, deve fazer uns 35 graus à sombra, no mínimo, mas as pessoas não parecem se importar. Durante os próximos 5 dias, todos esquecem seus problemas, suas angústias, suas mazelas, e fazem de conta que o mundo é uma grande festa. São blocos, troças, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na avenida Guararapes, nas ladeiras de Olinda, no Recife Antigo, nas periferias, deve fazer uns 35 graus à sombra, no mínimo, mas as pessoas não parecem se importar.</p>
<p>Durante os próximos 5 dias, todos esquecem seus problemas, suas angústias, suas mazelas, e fazem de conta que o mundo é uma grande festa. São blocos, troças, tribos, nações, grêmios, pessoas. Todos envolvidos na grande celebração da carne. Todos compromissados unicamente com a alegria, venha ela como vier, seja ela como for.</p>
<p>Durante os próximos dias ninguém é quem realmente é.  Ou será todos são quem realmente são? Diz o poeta que máscara é um troço que se tira durante o carnaval. Talvez seja verdade.</p>
<p>Durante os próximos dias não há ricos nem pobres, feios nem bonitos. A massa é uma só. O grosso é um só. O aperto é um só. As músicas são as mesmas há décadas, mas ninguém liga.</p>
<p>Durante os próximos dias, esqueçam que tenho telefone ou email.</p>
<p>Durante os próximos dias estarei na rua.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://thiagopedrosa.com/arquivo/sem-abadas/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Fim de tarde, e está tudo bem.</title>
		<link>http://thiagopedrosa.com/arquivo/fim-de-tarde-e-esta-tudo-bem/</link>
		<comments>http://thiagopedrosa.com/arquivo/fim-de-tarde-e-esta-tudo-bem/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 09 Feb 2009 22:01:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago</dc:creator>
				<category><![CDATA[palavras]]></category>
		<category><![CDATA[crônicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://thiagopedrosa.com/?p=1324</guid>
		<description><![CDATA[O Sol, cá na cidade, castiga. Em um dia como hoje, deve estar, tranqüilamente*, uns 35 à sombra. Mas tudo bem, eu não ligo. Muito. Minha mente está mais ocupada em observar e registrar. O calor, na real, só sinto depois que páro. Rostos, roupas, passos, cartazes, vozes, ônibus, ruas, palavras, cenas. Em tudo o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Sol, cá na cidade, castiga.</p>
<p>Em um dia como hoje, deve estar, tranqüilamente*, uns 35 à sombra. Mas tudo bem, eu não ligo. Muito. Minha mente está mais ocupada em observar e registrar. O calor, na real, só sinto depois que páro.</p>
<p>Rostos, roupas, passos, cartazes, vozes, ônibus, ruas, palavras, cenas. Em tudo o que vejo, um clique e uma anotação mental. A imaginar estórias e personagens e situações.</p>
<p>Aquele senhor sentado em frente a Habib&#8217;s da Conde da Boa Vista tinha os pés inchados, vermelhos. Problema de circulação, na certa. Também observando tudo, com um sorriso discreto no canto da boca.</p>
<p>Um rapaz que anda à minha frente, usa camiseta e boné do Sport, acompanhado por sua namorada, que carrega um instrumento musical à tiracolo. Que cena inusitada e totalmente única. Passaria desapercebida pela maioria das pessoas.</p>
<p>Mais adiante, um cara, provavelmente louco, passa sorrindo e cumprimentando todos que encontra na rua, inclusive eu, que finjo que nem vejo, mesmo encarando. Penso que talvez os loucos sejamos nós, que esquecemos de sorrir para os outros.</p>
<p>A prefeitura começou a instalar a decoração do carnaval tarde, este ano. E ainda aproveitaram os enfeites do ano passado. Depois decido se isto é bom ou ruim.</p>
<p>De qualquer forma, o trânsito no centro está mais caótico do que de costume. Para mim tanto faz, já que ando a pé, e a passos muito lentos.</p>
<p>Como ainda tenho tempo antes de bater o ponto, vou até a praça do Marco Zero. A brisa que vem do mar alivia e diminui a sensação do calor.</p>
<p>Alguma equipe publicitária grava algo no meio da praça. Há um casal trajado com roupas de cetim colorido, fazendo poses e cara de feliz. A mulher dança. O homem olha prá câmera. Eu faço clique.</p>
<p>Na pracinha em frente ao banco eu peço uma água de côco. Não está tão gelada, o que me leva a deduzir que o movimento hoje deva ter sido bom.</p>
<p>Também, pudera! O Sol, em um dia como hoje, castiga.</p>
<p>*Foda-se a reforma ortográfica!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://thiagopedrosa.com/arquivo/fim-de-tarde-e-esta-tudo-bem/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Sou muito grande</title>
		<link>http://thiagopedrosa.com/arquivo/sou-muito-grande/</link>
		<comments>http://thiagopedrosa.com/arquivo/sou-muito-grande/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 15 Jan 2009 04:54:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago</dc:creator>
				<category><![CDATA[palavras]]></category>
		<category><![CDATA[crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[pessoal]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://thiagopedrosa.com/?p=1255</guid>
		<description><![CDATA[Ontem vi um caminhão transportando carrinhos de um parque de diversões. Os carrinhos eram velhos, feios, enferrujados. Em um deles, de cor rosa, lia-se &#8220;Helo Kit&#8221;. Outro tinha as cores da roupa do Homem Aranha, mas com os detalhes muito mal pintados. Haviam mais uns 3 ou 5, todos com pinturas coloridas, que tentavam, à [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem vi um caminhão transportando carrinhos de um parque de diversões.</p>
<p>Os carrinhos eram velhos, feios, enferrujados. Em um deles, de cor rosa, lia-se &#8220;Helo Kit&#8221;. Outro tinha as cores da roupa do Homem Aranha, mas com os detalhes muito mal pintados. Haviam mais uns 3 ou 5, todos com pinturas coloridas, que tentavam, à fina força, parecer com algo de algum personagem ou desenho ou brinquedo ou fantasia infantil.</p>
<p>Durante alguns momentos imaginei como seria o restante daquele parquinho, e como seria a periferia ou cidade do interior onde ele havia se instalado, ou para onde estava indo. E imaginei as crianças que andaram naqueles carrinhos, e imaginei a felicidade destas crianças, apesar da tosqueira dos brinquedos.</p>
<p>De repente me deu vontade de ir naquele parquinho, e andar nos carrinhos.</p>
<p>Mas eu não caberia.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://thiagopedrosa.com/arquivo/sou-muito-grande/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Provocação</title>
		<link>http://thiagopedrosa.com/arquivo/provocacao/</link>
		<comments>http://thiagopedrosa.com/arquivo/provocacao/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 21 Nov 2008 18:01:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago</dc:creator>
				<category><![CDATA[palavras]]></category>
		<category><![CDATA[citação]]></category>
		<category><![CDATA[crônicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://thiagopedrosa.com/?p=1157</guid>
		<description><![CDATA[(&#8230;) no meu humilde olhar de integrante desta casta recifense, acredito que só vamos começar a mudar o problema da violência quando conseguimos chorar a morte de quem sequer existe. Daqueles que morrem escondidos na periferia da nossa cidade, que não ganham nem nota de pé de página nos jornais quando recebem dois tiros na cabeça. (&#8230;) [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><span id="letra_0">(&#8230;) no meu humilde olhar de integrante desta casta recifense, acredito que só vamos começar a mudar o problema da violência quando conseguimos chorar a morte de quem sequer existe. Daqueles que morrem escondidos na periferia da nossa cidade, que não ganham nem nota de pé de página nos jornais quando recebem dois tiros na cabeça. (&#8230;)<br />
</span></p></blockquote>
<p>Conheci João Valadares através de meu colega, amigo, e companheiro de boemias Cézar Maia.</p>
<p>Lembro (e alguns outros lembram) de certa feita termos saído para tomar umas e mais outras emendando 3 ou 4 botecos, e lá pelo segundo ou terceiro da leva eu ter sido desafiado por João para virarmos copos de uísque.</p>
<p>Bêbado, que eu já estava, aceitei, e bêbado, que já estava, não percebi que, enquanto meu copo era cheiro de uísque, o copo de João era cheio de gelo, e apenas banhado em uísque.</p>
<p>Lá fomos nós para o primeiro, segundo, terceiro copos seguidos. E eu me segurando.</p>
<p>Quando resolvemos que tínhamos chegado a um empate técnico e nos levantamos da mesa, precisei ser carregado até o carro.</p>
<p>E lá fomos nós para o destino final da noite, em alguma ladeira obscura de Olinda.</p>
<p>Chegando lá, senti o peso da bebida no <em>estrombo</em>, calibrado por golfes vomitados nos últimos 10 ou 15km passados entre um e outro ponto. Não lembro.</p>
<p>Resultado: <em>caganeira</em>.</p>
<p>Como não tinha banheiro por perto, fui atrás da primeira árvore que encontrei. E Deus sabe como eu me limpei, porque eu mesmo, não.</p>
<p>Quando a turma deu por minha falta, já que quando a justiça foi clamada por meus <em>entremézes </em>eu desembestei, foi João que saiu a minha caça, talvez removido pela própria seboseira de sua alma &#8212; traiçoeiro que foi ao me pegar na batalha injusta entre álcool destilado versus água de côco.</p>
<p>Incrível, mesmo lendo artigos fuderosos como <a href="http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=988">esse</a>, que João escreve tão bem, a única coisa que consigo pensar é que um dia ainda vou à desforra naquele <em>cabassafado</em>.</p>
<p>Mas ele merece alguns abraços, afinal.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://thiagopedrosa.com/arquivo/provocacao/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Saudades do analógico</title>
		<link>http://thiagopedrosa.com/arquivo/saudades-do-analogico/</link>
		<comments>http://thiagopedrosa.com/arquivo/saudades-do-analogico/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 25 Sep 2008 12:26:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago</dc:creator>
				<category><![CDATA[palavras]]></category>
		<category><![CDATA[crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[devaneios]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://thiagopedrosa.com/?p=1122</guid>
		<description><![CDATA[Outro dia encontrei uma senhora que trabalha na mesma empresa que eu. Aperreada, porque tinha esquecido de pagar sua fatura do cartão de crédito. Sugeri um terminal de auto-atendimento, que funciona até mais tarde. &#8220;Tem umas meninas lá que podem te ajudar, dona Fulana.&#8221; Ela me olhou meio desconsolada. &#8220;Não, meu filho&#8230; gosto não. Se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Outro dia encontrei uma senhora que trabalha na mesma empresa que eu. Aperreada, porque tinha esquecido de pagar sua fatura do cartão de crédito.</p>
<p>Sugeri um terminal de auto-atendimento, que funciona até mais tarde. &#8220;Tem umas meninas lá que podem te ajudar, dona Fulana.&#8221;</p>
<p>Ela me olhou meio desconsolada. &#8220;Não, meu filho&#8230; gosto não. Se for pra dar dinheiro, prefiro dar dinheiro pra gente. Gosto de perguntar sobre como foi o dia daquela pessoa, como vai a família. Aquelas máquinas estão tirando os empregos da gente.&#8221;</p>
<p>E, por mais que saibamos que há muito mais envolvido nos <em>pordetrás</em> daquelas máquinas existirem, temos que dar o braço a torcer.</p>
<p>Esse mundo de hoje tá cada vez mais digital e digitalizado, e nós estamos nos tornando escravos de nossas máquinas, e esquecendo de pequenos prazeres que uma vida com menos imediatismo em nossas urgências nos proporciona. Por exemplo, o sorriso de alguém que te atende em um balcão, ao invés de um código de letras e números.</p>
<p>Eu, que tanto amo os avanços tecnológicos, sinto falta de quando o moderno era uma câmera que avançava o filme sozinha.</p>
<p>Falei feito um velho.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://thiagopedrosa.com/arquivo/saudades-do-analogico/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Personagens</title>
		<link>http://thiagopedrosa.com/arquivo/personagens/</link>
		<comments>http://thiagopedrosa.com/arquivo/personagens/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 15 Sep 2008 14:13:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago</dc:creator>
				<category><![CDATA[palavras]]></category>
		<category><![CDATA[crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[devaneios]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://thiagopedrosa.com/?p=1111</guid>
		<description><![CDATA[Quando o ônibus passa pela avenida Guararapes e já mais da metade dos passageiros têm descido, é quando você consegue ver e prestar atenção em quem está fazendo a viagem contigo. Sentei ao lado daquele cara desde a última parada, e nos levantamos juntos, para descer depois do shopping. &#8220;Fale com o motorista apenas o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando o ônibus passa pela avenida Guararapes e já mais da metade dos passageiros têm descido, é quando você consegue ver e prestar atenção em quem está fazendo a viagem contigo.</p>
<p>Sentei ao lado daquele cara desde a última parada, e nos levantamos juntos, para descer depois do shopping.</p>
<p>&#8220;Fale com o motorista apenas o indispensável&#8221;, diz o aviso, e o cara começou a tirar onda com o motorista e o cobrador, tentando arrancar deles algum sorriso naquele começo de manhã. &#8220;Motorista, você é indispensável! Cobrador, você é indispensável!&#8221;, espirituoso. &#8220;Motorista, vou descer na próxima parada, porque sou dispensável, mas tu continuas, porque és indispensável!&#8221;, e a turma até que ria. Confesso que sorri. Uma vez. Talvez duas. A intenção vale.</p>
<p>Tem uma construção abandonada na Conde da Boa Vista que foi invadida por uns taxistas (depois que foderam a Conde da Boa Vista e não se pode mais parar táxis nela), que fizeram do espaço seu ponto. Não sei porque, <em>cojones</em>, neste dia havia uma mangueira grandona saindo de lá de dentro, jogando litros e litros d&#8217;água literalmente no meio da avenida.</p>
<p>A poça que se formava era tão grande que obrigava os motoristas a passarem para a faixa exclusiva dos ônibus, pra desviar. Apenas uma ou outra alminha mais suja passava pela água, molhando a calçada e o que mais estivesse caminhando sobre ela.</p>
<p>Aquele cara viu a presepada de longe, e já diminuiu o passo, enquanto apontava em direção a um carro que vinha, sem desviar da água.</p>
<p>Eu, que vinha caminhando logo atrás, já previ a cena.</p>
<p>&#8220;Fe-la-da-PUUUUUU-ta!!!! Anotei tua placa!!!!&#8221; e apontava o dedo na cara do motorista que olhava assustado.</p>
<p>&#8220;Káípsilonzê-catorzedezooooooooito!!! Tá fudiiiiiido!!!&#8221;, apontando pra outro.</p>
<p>Resolvi continuar minha caminhada, mas ainda deu tempo de escutar mais 2 ou 4 carros sendo xingados e ameaçados.</p>
<p>Quando me virei pra ver, ele havia sacado uma câmerazinha digital, ensopado, mas firme em seu protesto.</p>
<p>Talvez eu devêsse ter perguntado algo.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://thiagopedrosa.com/arquivo/personagens/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O meu Recife</title>
		<link>http://thiagopedrosa.com/arquivo/o-meu-recife/</link>
		<comments>http://thiagopedrosa.com/arquivo/o-meu-recife/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 09 Sep 2008 14:25:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago</dc:creator>
				<category><![CDATA[palavras]]></category>
		<category><![CDATA[crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[recife]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://thiagopedrosa.com/?p=1090</guid>
		<description><![CDATA[Lembro pouco do Recife nos anos 80. Lembro do Cais do Porto e da SGS &#8211; empresa onde meu tio Raimundo trabalhava, e lembro de brincar na praça Barão do Rio Branco, quando ainda era uma pracinha, e dos conselhos de mamãe para termos cuidado com os bêbados e maloqueiros que rondavam o lugar. Bairro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lembro pouco do Recife nos anos 80.</p>
<p>Lembro do Cais do Porto e da SGS &#8211; empresa onde meu tio Raimundo trabalhava, e lembro de brincar na praça Barão do Rio Branco, quando ainda era uma pracinha, e dos conselhos de mamãe para termos cuidado com os bêbados e maloqueiros que rondavam o lugar. Bairro tipicamente portuário, o Recife Antigo da época.</p>
<p>Daí lembro do Bairro Novo e de Casa Caiada, mas ali já é Olinda. Ali eu jogava bola e aprendia a tocar violão com meu irmão e meus primos. A ruazinha era de terra batida e passavam poucos carros, e não podíamos brincar até tarde, por causa da maloqueiragem. Isso nunca mudou.</p>
<p>Lembro de visitar o túmulo de vovó em Santo Amaro. Lembro do hospital (mas não lembro do nome do hospital) na Ilha do Leite, onde minha irmã foi cirurgiada por conta de um osso mal-remendado, no braço.</p>
<p>Nos anos 90 lembro de ter tentado vir morar no Recife pela primeira vez, para trabalhar na SGS, e de minha mãe não ter deixado, alegando os perigos da metrópole, e minha pouca idade.</p>
<p>Lembro dos primeiros shows de rock, e do Pólo Pina, e do Poko Loco, e de comer sanduíche de coelho no Pedágio, antes de voltar pra casa dos meus primos, com o dia amanhecendo. Lembro, numa aventura dessas, e de ter voltado dirigindo, de Casa Forte ao Bairro Novo, com o pé quebrado, já que todos os outros ocupantes do carro estavam bêbados e/ou emaconhados demais para assumirem o volante.</p>
<p>Lembro ter vindo curar, no Recife, minha primeira desilusão amorosa.</p>
<p>Lembro do meu tio Raimundo morrendo e de como as visitas se tornaram mais escassas, à medida que a vida adulta se aproximava.</p>
<p>Vira o milênio e os computadores não páram, e eu lembro de ter o Recife se tornado minha base central de trabalho, por ironia do destino, e de várias vezes quando precisei vir aqui, para reuniões, oficinas, e apresentações.</p>
<p>Hoje o meu Recife é a Boa Vista, da Conde e de seu comércio louco. Do mercado onde compro frutas aos sábados, e onde corto o cabelo. Dos Amantes de Glória, e de Lili &#8211; que nem sempre toca flauta.</p>
<p>Meu Recife é o Antigo, não mais portuário. É a Ilha do Retiro em dia de jogo. É o fedor da Agamenom Magalhães. É a padaria Santa Terezinha, na Manoel Borba.</p>
<p>Meu Recife é a Madalena, a Torre, o Parnamirim, o Derby. São os bairros onde ando e onde respiro o cheiro azedo dos manguezais.</p>
<p>Meu Recife são os carrinhos de fruta em todas as esquinas, e o maltado da Rua do Bom Jesus.</p>
<p>Meu Recife é a praia de Boa Viagem, onde as pessoas tomam banho, mesmo sabendo dos tubarões, e onde se refresca tomando caldinho de feijão com ovo de codorna. Onde mora meu coração e onde vejo meu futuro.</p>
<p>Há um ano eu vim para ficar, e não me vejo em outro lugar.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://thiagopedrosa.com/arquivo/o-meu-recife/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
