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	<title>Thiago Pedrosa &#187; opinião</title>
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		<title>Para ser tratado como profissional</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Mar 2009 13:06:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago</dc:creator>
				<category><![CDATA[palavras]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>
		<category><![CDATA[trampo]]></category>

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		<description><![CDATA[Há umas duas semanas atrás recebi uma ligação de Damião perguntando se eu poderia pegar um serviço por ele, já que no dia e hora combinados com o cliente ele não estaria disponível. Sem nem perguntar sobre o que se tratava, respondi logo que aceitaria. Na verdade, a missão era bastante simples: uma empresa daqui [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há umas duas semanas atrás recebi uma ligação de <a href="http://www.ds3k.net">Damião</a> perguntando se eu poderia pegar um serviço por ele, já que no dia e hora combinados com o cliente ele não estaria disponível. Sem nem perguntar sobre o que se tratava, respondi logo que aceitaria.</p>
<p>Na verdade, a missão era bastante simples: uma empresa daqui do Recife queria produzir um vídeo homenageando suas funcionárias, em comemoração ao Dia da Mulher, na próxima semana. O serviço era, simplesmente, fazer uma foto na qual apareceriam todas as funcionárias juntas, e esta foto seria utilizada no vídeo deles.</p>
<p>Uma única foto, e nada mais. E ainda receberia um valor bem acima do justo.</p>
<p>Então que no dia e hora combinado, lá estava eu, na empresa. Me apresentei à funcionária responsável, que me mostrou onde seria feita a foto. Há um pátio, onde todas as funcionárias seriam colocadas, num único grande grupo, com cerca de 150 mulheres juntas. Eu me posicionaria num balcão localizado no primeiro andar superior, de modos que minha câmera teria uma visão de cima para baixo do grupo.</p>
<p>Quando subi e o grupo começou a se organizar lá embaixo, percebi logo a roubada em que eu estava entrando, ao ver que a lente que eu havia levado (uma 28-90mm) não possuía uma angular grande o suficiente para capturar todo o grupo. Então pedi que a responsável começasse a espremer a mulherada, para tentar caber no quadro.</p>
<p>Bati cerca de 20 fotos, tentando ângulos e poses diferentes, procurando, de alguma forma, encaixar todas elas na mesma imagem.</p>
<p>É claro que não deu certo.</p>
<p>Mas é claro que eu não falei nada na hora, nem deixei transparecer meu desespero.</p>
<p>Uma única foto, e eu não consegui fazer.</p>
<p>Mesmo assim, chegando em casa, escolhi umas 6 menos ruins, que não tivessem muita gente cortada, dei um certo tratamento nas cores e contrastes, gravei num CD, e deixei na portaria desta empresa, na mesma tarde.</p>
<p>Eis duas das fotos menos ruins:</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-1365" title="mulheres_fashesf_1" src="http://thiagopedrosa.com/wordpress/wp-content/uploads/mulheres_fashef_1.jpg" alt="mulheres_fashesf_1" width="500" height="349" /></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-1366" title="mulheres_fashesf_2" src="http://thiagopedrosa.com/wordpress/wp-content/uploads/mulheres_fashef_2.jpg" alt="mulheres_fashesf_2" width="500" height="333" /></p>
<p>Cruzei os dedos.</p>
<p>À noite Damião me manda um email, avisando que a diretora da empresa tinha ficado furiosa, porque a foto tinha saído uma merda, porque eu havia cortado algumas cabeças, e que não seria mais possível juntar todas aquelas mulheres para repetir a pose, e que não iria me pagar.</p>
<p>Mesmo já esperando algo do tipo, fiquei puto, principalmente comigo mesmo, que não me preparei devidamente para o trabalho, superestimando minhas habilidades e meu equipamento.</p>
<p>Damião me perguntou se eu poderia enviar, para ele, as fotos que eu havia feito (todas elas) para ver se ele conseguiria consertar, de alguma forma. Para ele aquilo significava muito mais do que simplesmente uma foto. Aquilo determinava se ele iria conseguir segurar, ou não, um cliente que já fazia parte de sua carteira.</p>
<p>Eis que hoje abro meu email, e lá está o resultado do trabalho de Damião, o que ele conseguiu fazer com as fotos que eu fiz:</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-1367" title="mulheres_fashesf" src="http://thiagopedrosa.com/wordpress/wp-content/uploads/mulheres_fashesf.jpg" alt="mulheres_fashesf" width="500" height="294" /></p>
<p>Incrível, não?</p>
<p>Damião foi extremamente profissional, não só pela qualidade técnica do seu trabalho, mas pela maneira como encarou o problema de frente, e achou uma maneira de contornar a situação.</p>
<p>Então, meu conselho para qualquer um, olhando diretamente para um espelho, é: se quiseres ser tratado como profissional, haja como tal. Não subestime um trabalho, por menor que ele seja. Nunca pense que você está completamente preparado para um serviço. Sempre analise o que pode dar errado, e se baseie nisso, e não apenas no que pode dar certo.</p>
<p>Prevenir é sempre melhor do que remediar.</p>
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		<title>Obsessões de escrita</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Jul 2008 01:34:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago</dc:creator>
				<category><![CDATA[palavras]]></category>
		<category><![CDATA[devaneios]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[Raramente uso pontos de exclamação, pois acredito que seu uso desenfreado tira o mérito de sua ênfase principal. Uso apenas quando necessário, e quando realmente quero enfatizar algo. Portanto, os conservo. Não desvalorizo seu uso, como a maioria das pessoas. Eu nunca escrevo &#8220;vc&#8221; ou &#8220;tbm&#8221; ou, nem mesmo &#8220;msm&#8221; ou &#8220;obg&#8221;, e confesso que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Raramente uso pontos de exclamação, pois acredito que seu uso desenfreado tira o mérito de sua ênfase principal. Uso apenas quando necessário, e quando realmente quero enfatizar algo. Portanto, os conservo. Não desvalorizo seu uso, como a maioria das pessoas.</p>
<p>Eu nunca escrevo &#8220;vc&#8221; ou &#8220;tbm&#8221; ou, nem mesmo &#8220;msm&#8221; ou &#8220;obg&#8221;, e confesso que não gosto quando vejo alguém usando. Ninguém, até hoje, conseguiu me convencer que é mais fácil escrever &#8220;naum&#8221; do que &#8220;não&#8221;.</p>
<p>Tenho evitado usar reticências. Percebi, de uns tempos para cá, que seu uso é apenas uma desculpa esfarrapada para não terminar um assunto, deixando a idéia de que se quer terminá-lo, sem, ainda assim, saber como fazê-lo. Imbecil, eu sei.</p>
<p>Nunca uso &#8220;a nível de&#8221; ou &#8220;para começar, eu gostaria&#8221;, ou &#8220;concluindo&#8221;. Artifícios para aumentar o número de palavras e o tamanho de um texto são vícios adquiridos em nossas escolas, culpa de professores despreparados que cobravam redações com quantidade mínima de palavras ou parágrafos ou linhas. Idéias bem desenvolvidas não significam textos longos. E textos longos podem ser exaustivamente chatos pra caralho.</p>
<p>Se a pontuação não for relacionada diretamente com o texto ou fragmento citado, eu sempre coloco o sinal gráfico fora das aspas.</p>
<p>Faço o uso correto da concordância verbo-nominal, mas acredito na manutenção do linguajar popular como forma de evolução natural do idioma, o que me deixa perfeitamente confortável para transcrever um diálogo (meu, inclusive) mantendo os devidos erros em seus lugares.</p>
<p>Letras maiúsculas são para início de frases, nomes próprios, e siglas.</p>
<p>Gosto de usar e abusar de neologismos, tanto quanto de metáforas, e não vejo problema nenhum em inserir um palavrão dentro de um texto formal, desde que seu uso seja justificável pelo contexto, pela situação, pelo desenho de palavras, e que não seja abusivo, obtrusivo, invasivo, ou qualquer outro zivo.</p>
<p>Assim falo, assim escrevo.</p>
<p>Ponto.</p>
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		<title>Regra primeira para se fazer mídia colaborativa: antes de qualquer coisa, pergunte.</title>
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		<pubDate>Mon, 26 May 2008 21:21:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago</dc:creator>
				<category><![CDATA[palavras]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
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		<category><![CDATA[opinião]]></category>
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		<description><![CDATA[Dentre algumas das coisas que eu procuro me envolver, e das muitas coisas que eu me considero, eu sou fotógrafo. E sou, também, um entusiasta da web. Estes dois lados de meu cérebro começaram a guerrear entre si, recentemente. Explico: Enquanto evangelizador da internet como ferramenta de comunicação, adoro a maneira como as pessoas podem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dentre algumas das coisas que eu procuro me envolver, e das muitas coisas que eu me considero, eu sou fotógrafo. E sou, também, um entusiasta da web.</p>
<p>Estes dois lados de meu cérebro começaram a guerrear entre si, recentemente.</p>
<p>Explico:</p>
<p>Enquanto evangelizador da internet como ferramenta de comunicação, adoro a maneira como as pessoas podem expôr seus trabalhos e suas paixões para o mundo inteiro, e de graça. A aproximação e facilidade de contatos talvez sejam as maiores dádivas da internet para a humanidade.</p>
<p>Enquanto fotógrafo, me sinto extremamente indignado quando alguém usa meu trabalho sem minha autorização prévia, e o altera, quando eu não dei permissão para tanto.</p>
<p>Bem&#8230; semana passada aconteceu de 3 trabalhos meus irem a público.</p>
<p>Primeiramente, tive uma foto <a href="http://thiagopedrosa.com/arquivo/2008/05/20/salto-mortal/">publicada na revista eletrônica FILE Magazine</a>, americana. Liguei o botãozinho de orgulho, claro, pois eu já havia submetido meu trabalho a eles havia alguns meses, e fiquei extremamente feliz pela divulgação, já que trata-se de uma revista respeitadíssima no mundo da fotografia na web, e senti de cara o efeito quando vi que as estatísticas de visita deste blogue aumentaram em cerca de 230% desde então.</p>
<p>Dois dias depois recebo a notícia (valeu, <a href="http://vivoandando.blogspot.com">K</a>.) que o blogue <a href="http://www.urbanistas.com.br">Urbanistas</a> havia publicado, em <a href="http://urbanistas.com.br/sp/2008/05/21/extra-extra-405/">duas</a> <a href="http://urbanistas.com.br/sp/2008/05/20/extra-extra-404/">postagens</a> diferentes, duas fotos minhas. Minha autorização não foi pedida, e eu não submeti nada a eles. Uma das fotos, inclusive, foi digitalmente cortada, para caber melhor no formato das postagens do Urbanistas.</p>
<p>Apesar deles terem me dado o devido crédito, colocando links nas postagens para as páginas das fotos no Flickr, fiquei preocupado com o fato de que meu trabalho tenha sido usado sem meu consentimento ou conhecimento prévios.</p>
<p>Mas ei, é a internet! Se eu digo <em>Por favor, não utilizem minhas fotos, </em>o cara que utilizou vem e diz <em>Foda-se! Tá na web!</em> E é assim que a coisa funciona, na esmagadora maioria dos casos.</p>
<p>O que acontece é que eu não esperava algo desse tipo de um blogue com uma imagem pública a zelar, como é o caso do Urbanistas, então escrevi para eles, questionando este uso indevido e não-autorizado, e perguntando, principalmente, o porquê deles não terem me avisado que as fotos seriam publicadas. Era o mínimo. Passados 4 dias, não obtive resposta alguma.</p>
<p>Deixem-me apenas explicar isso melhor, para que eu não seja mal-interpretado.</p>
<p>O Urbanistas têm um blogue. (Massa!) Eles escrevem sobre o cotidiano das grandes cidades brasileiras, e, nesta filial em particular, <a href="http://urbanistas.com.br/sp">São Paulo</a>. (Muito massa!) Eles decidem ilustrar seus textos com fotos colhidas aleatoriamente da internet. (Burrice.) Eles nunca avisam aos donos das fotos que o estão fazendo. (Burrice grande!) E, quando um dos fotógrafos os questionou sobre porquê não haviam avisado antes, eles não lhe deram o devido crédito. (Burrice muito grande!)</p>
<p>Na minha opinião, os caras do Urbanistas não são caras maus. Eles são apenas preguiçosos. Entrar em contato com todos os donos de todas as fotos que eles utilizam em suas postagens consome um tempo realmente muito grande, mas eu garanto que, em 99% dos casos, os fotógrafos todos teriam dito <em>Sim, pode usar minha foto. Obrigado!</em></p>
<p>Se não ficou claro o suficiente até aqui, deixem-me desenhar: eu não queria que eles pedissem autorização. Bastava, apenas, ter me informado do que estavam fazendo.</p>
<p>Mas esta não parece ser a prática deles, e isto me deixa bastante triste, porque, em tempos onde tudo é livre e tudo está tão solto, um pouco de boa educação e consideração faz uma puta diferença na hora de se colher respeito mútuo e amizade. É a velha máxima de que &#8220;uma mão lava a outra&#8221;.</p>
<p>E, para mim, as duas lavam o rosto.</p>
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		<title>Vídeos no Flickr</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Apr 2008 02:18:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago</dc:creator>
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		<category><![CDATA[flickr]]></category>
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		<category><![CDATA[vídeo]]></category>

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		<description><![CDATA[Lembram que eu tinha dito &#8220;no máximo 3 semanas&#8221;? Então. Taí. É véro. Obviamente, à primeira bizoiada, entretanto, eles não parecem ter intenção de competir com nenhum dos outros sites de vídeo por aí. Limitaram o tempo do vídeo para 90 segundos, e estão incentivando que, da mesma forma que as fotos no sítio devem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lembram que <a href="http://thiagopedrosa.com/arquivo/2008/03/18/flickr-video/">eu tinha dito</a> &#8220;no máximo 3 semanas&#8221;? Então. Taí. <a href="http://blog.flickr.net/2008/04/09/video-on-flickr-2/">É véro</a>.</p>
<p>Obviamente, à primeira <em>bizoiada</em>, entretanto, eles não parecem ter intenção de competir com nenhum dos outros sites de vídeo por aí.</p>
<p>Limitaram o tempo do vídeo para 90 segundos, e estão incentivando que, da mesma forma que as fotos no sítio devem ser fotos feitos pelos próprios usuários, também os vídeos. Querem que sejam mais momentos compartilhados, do que outra coisa. Tão chamando, <em>incruzívi</em>, os vídeos postados por lá de &#8220;fotos longas&#8221;, por serem limitadas a, como eu disse, apenas 90 segundos.</p>
<p>Massa.</p>
<p>Agora, na boa, cá entre nós e que daqui não se espalhe: aposto um post como eles aumentam esse limite antes do final do ano.</p>
<p>Outra: por enquanto apenas <em>pro-users</em> podem subir vídeos, mas faço a mesma aposta supra sobre isso também.</p>
<p>Quando eu tiver uma filmadora faço um testículo.</p>
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		<title>O lucrativo sofrimento alheio</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Apr 2008 16:06:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago</dc:creator>
				<category><![CDATA[palavras]]></category>
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		<category><![CDATA[opinião]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
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		<description><![CDATA[Sempre que há um caso de violência contra uma criança, a sociedade inteira se revolta. Normal. Choca mesmo. E quando se é pai ou mãe, a sensação que se tem é que poderia ter sido com o seu próprio filho. Eu sou pai. Sempre me sinto assim. Chego a chorar a dor dos outros, para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sempre que há um caso de violência contra uma criança, a sociedade inteira se revolta. Normal. Choca mesmo.</p>
<p>E quando se é pai ou mãe, a sensação que se tem é que poderia ter sido com o seu próprio filho. Eu sou pai. Sempre me sinto assim. Chego a chorar a dor dos outros, para falar a verdade.</p>
<p>Indiscutivelmente, o caso mais recente a vir a público, o da garotinha Isabella, mais uma vez chocou e dividiu a opinião pública. Os mais exaltados pedem uma justiça imediata, e acusam logo de cara, sem sequer saber o que aconteceu, de fato.</p>
<p>Normal. Alguém tem que ir pro pelourinho.</p>
<p>O que me emputece deveras, entretanto, não são os acusadores anônimos estabanados, e sim a mídia vampira,  imunda e insensível, que vê numa desgraça uma maneira de engordar ainda mais seu caixa.</p>
<p><a href="http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL390277-5605,00-MAE+DE+ISABELLA+DIZ+QUE+FILHA+TINHA+AMOR+INCONDICIONAL+POR+PAI.html">A reportagem exibida ontem, pelo Fantástico</a> foi estúpida, sensacionalista, imbecil, e decadente. Quase um circo de horrores, pelo fato de cada relato ser intercalado com fotos e flashes de vídeos caseiros mostrando a menina em cenas familiares, com a intenção clara de chocar, ao invés de informar.</p>
<p>Jornalismo cachorro para um mundo cão, eu lhes digo.</p>
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		<title>O que eu penso</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Apr 2008 11:13:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago</dc:creator>
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		<category><![CDATA[opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu penso que, se há um Deus, ele(a) não se importa muito com o fato de as pessoas se importarem com ele(a) ou não. Eu penso que, na realidade, não existem partidos com ideologias diferentes, no Brasil. O que existe, sim, são diferentes interesses pessoais em jogo. E a isto chamam, pejorativamente, de política. Eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu penso que, se há um Deus, ele(a) não se importa muito com o fato de as pessoas se importarem com ele(a) ou não.</p>
<p>Eu penso que, na realidade, não existem partidos com ideologias diferentes, no Brasil. O que existe, sim, são diferentes interesses pessoais em jogo. E a isto chamam, pejorativamente, de política.</p>
<p>Eu penso que a maioria das pessoas que são a favor de que a população ande armada não faz a menor idéia. Sobre nada.</p>
<p>Eu penso que todas as pessoas são escravas de suas próprias obsessões, independente da natureza de cada uma delas, e que essa escravidão é o grande entrave da humanidade.</p>
<p>Eu penso que, neste 1º de abril, eu precisava falar algumas coisas de forma sincera.</p>
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		<title>Mais considerações sobre o Flickr vídeo</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Mar 2008 18:08:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago</dc:creator>
				<category><![CDATA[palavras]]></category>
		<category><![CDATA[flickr]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>
		<category><![CDATA[vídeo]]></category>

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		<description><![CDATA[Um pouquinho de história: em 2002 uma empresa chamada Ludicorp tinha um rpg chamado Game Neverending. Tratava-se de um jogo diferente, onde não haviam vencedores nem vencidos, e onde não havia final. Tudo baseava-se no compartilhamento de objetos entre os jogadores, e nas possíveis maneiras de se combinarem estes objetos compartilhados. Em fevereiro de 2004, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um pouquinho de história: em 2002 uma empresa chamada <a href="http://www.ludicorp.com">Ludicorp</a> tinha um rpg chamado <a href="http://ludicorp.com/news_item_display.php?id=4">Game Neverending</a>. Tratava-se de um jogo diferente, onde não haviam vencedores nem vencidos, e onde não havia final. Tudo baseava-se no compartilhamento de objetos entre os jogadores, e nas possíveis maneiras de se combinarem estes objetos compartilhados.</p>
<p>Em fevereiro de 2004, aproveitando algumas funções que estavam testando no Game Neverending, a Ludicorp <a href="http://ludicorp.com/news_item_display.php?id=36">lançou o Flickr</a>, com o objetivo de testar o compartilhamento de fotos entre os membros, e não simplesmente de ter um site onde se pudesse postar fotos.</p>
<p>O conceito de compartilhamento é bem mais abrangente do que postagem.</p>
<p><em>Zoológico!</em></p>
<p>Em maio de 2004 <a href="http://flickr.com/photos/tato/archives">eu entrei no Flickr</a>.</p>
<p>Éramos apenas uns 200 ou 300 membros, e a maioria já havia experimentado as funções do Game Neverending.</p>
<p><a href="http://web.archive.org/web/20040603113343/flickr.com/see.gne">O Flickr de 4 anos atrás</a> era muito diferente do que é hoje. A começar pela linguagem, que era flash, e não o dhtml usado hoje. Havia, também, uma sala de bate-papo pública, onde todos podiam se encontrar e compartilhar mais do que fotos.</p>
<p>Também não havia o sistema de comentários, e havia a funcionalidade de se ver quem estava online naquele momento.</p>
<p>Em agosto de 2004 o Game Neverending foi encerrado, e a Ludicorp passou a trabalhar unicamente com o Flickr. Alguns de vocês devem notar que algumas urls do Flickr terminam com a extensão .gne &#8211; isso é uma herança do Game Neverending, que eles resolveram manter.</p>
<p>Em 2005, o <a href="http://ludicorp.com/news_item_display.php?id=50">Yahoo comprou a Ludicorp</a>.</p>
<p>Desde o começo que eles já falavam que tinham a intenção de expandir os serviços, para compartilhamento de vídeos. Era uma transação natural.</p>
<p>Há aí algumas possíveis previsões, que eu, particularmente, faço:</p>
<p>1) O Flickr nunca vai tentar competir com o YouTube. Seria estupidez demais, e decretaria o suicídio da comunidade. O que eles podem, sim, tentar é competir com o Vimeo, ou aliar-se ao Vimeo. Ambas as comunidades compartilham filosofias.</p>
<p>2) Se o Flickr fizer como o <a href="http://www.buzznet.com">Buzznet</a>, que também começou com fotos, e era ducaralho, e depois passou pros vídeos, e virou uma merda, então, sim, pode ser que o Flickr vire outra merda. Eu duvido que isso vá acontecer.</p>
<p>O meu medo maior, na verdade, é que o Flickr vulgarize seus serviços, atirando em outra direção, e termine virando outro Orkut.</p>
<p>Se isso acontecer, ficarei órfão.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>É tipo informação de grupo Setex em cadastramento massificado*</title>
		<link>http://thiagopedrosa.com/arquivo/e-tipo-informacao-de-grupo-setex-em-cadastramento-massificado/</link>
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		<pubDate>Tue, 19 Feb 2008 02:34:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago</dc:creator>
				<category><![CDATA[palavras]]></category>
		<category><![CDATA[devaneios]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[Dia desses eu assisti Stigmatta pela primeira vez, e achei bom pra caralho. Quem for tão desatualizado quanto eu e não tiver assistido, e pretende assistir algum dia, recomendo pular a próxima parte, na qual farei menções leves aos finalmente da coisa. No desfecho, altamente bacana, o padre Kiernan aparece carregando Frankie nos braços depois [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dia desses eu assisti <a href="http://www.imdb.com/title/tt0145531/">Stigmatta</a> pela primeira vez, e achei bom pra caralho.</p>
<p>Quem for tão desatualizado quanto eu e não tiver assistido, e pretende assistir algum dia, recomendo pular a próxima parte, na qual farei menções leves aos finalmente da coisa.</p>
<p>No desfecho, altamente bacana,  o padre Kiernan aparece carregando Frankie nos braços depois dela ser exorcizada, e depois deles escaparem de um quarto em chamas. Daí ele senta num banco em um parque, ela acorda, passa a mão no rosto dele, a câmera dá uma geral no lugar&#8230; tudo massa.</p>
<p>Daí, depois que terminei, tive a brilhante idéia de assistir os extras do dvd, e o final alternativo: ela não acorda, morre, aparece o espírito, câmera sobe, blá blá blá.</p>
<p>Merda.</p>
<p>O final é bacana, do mesmo jeito, mas não precisava ter assistido logo em seguida. Dá a impressão de que você inventou alguma coisa no meio do caminho. O rodopio na cabeça é meio mau.</p>
<p><small>* No comments.</small></p>
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		<title>Sobre titulação, pronomes de tratamento, boa educação e autoridade (ou, como podemos nos dirigir às pessoas através de seus títulos, sem esquecermos que, cada qual do seu lado, todos são pessoas, acima de tudo)</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Feb 2008 03:55:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago</dc:creator>
				<category><![CDATA[palavras]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>

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		<description><![CDATA[Esta semana recebi um comentário, que considerei um tanto quanto arrogante, e gostaria de compartilhar com vocês, já que a referida postagem já saiu da página principal deste weblog há algum tempo. Ei-lo. Leiam e voltem aqui nesta página para continuarmos o papo. Eu aguardo vocês. &#8230; Leram? Massa. Então&#8230; se vocês prestarem bem atenção [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esta semana recebi um comentário, que considerei um tanto quanto arrogante, e gostaria de compartilhar com vocês, já que a referida postagem já saiu da página principal deste weblog há algum tempo.</p>
<p><a href="http://thiagopedrosa.com/arquivo/2007/11/16/grandes-merda-voce-ser-adevogado/#comment-658">Ei-lo</a>. Leiam e voltem aqui nesta página para continuarmos o papo. Eu aguardo vocês.</p>
<p>&#8230;</p>
<p>Leram? Massa.</p>
<p>Então&#8230; se vocês prestarem bem atenção no que eu escrevi naquela postagem, minha intenção não era questionar o uso do pronome de tratamento &#8220;doutor&#8221; à frente do nome do sujeito &#8220;advogado&#8221;, mas sim mostrar a diferença do que havia na barriga de dois sujeitos que participavam da mesma cena: um tinha o rei, o outro tinha cocô em ebulição.</p>
<p>Não sei se compensa responder o &#8220;Dr. Henrique&#8221; em uma postagem, e acho que não vale o esforço, já que ele aparenta ser o mesmo tipo de pessoa que negaria uma informação a um desesperado em detrimento da forma &#8220;correta&#8221; de a ele se dirigir.</p>
<p>Mas, de qualquer forma, quero apenas atestar aqui que, muito embora essa lei que ele mencionou não exista (já que, na época, as leis não eram numeradas como as de hoje), existe, sim, uma lei, datada de 11 de agosto de 1827, que determina que:</p>
<blockquote><p>Art. 9.º &#8211; Os que freqüentarem os cinco annos de qualquer dos Cursos, com approvação, conseguirão o gráo de Bachareis formados. Haverá tambem o gráo de Doutor, que será conferido áquelles que se habilitarem com os requisitos que se especificarem nos Estatutos, que devem formar-se, e sò os que o obtiverem, poderão ser escolhidos para Lentes. (<em>sic</em>)</p></blockquote>
<p>Quaisquer dos cinco anos citados pela lei, referem-se a cursos de nível superior, e que, no Brasil da época, eram os de Ciências Jurídicas, Ciências Sociais, e Engenharia.</p>
<p>Ora, se o curso de Ciências Sociais se desmembrou alguns anos depois, e se um dos rebentos foi, justamente, o curso de Administração, que eu concluí com titulação de Bacharel em 2001, então eu também deveria ser chamado de &#8220;doutor&#8221;, correto?</p>
<p>A tradição e os costumes brasileiros, entretanto, mantiveram o tratamento apenas para advogados e engenheiros, e eu não me importo com isso, na verdade. Da mesma forma que, em um ambiente formal, de trabalho, onde o uso formal de formas de tratamento formais devam ser empregadas para um melhor caminhar das coisas, não me importo em chamar um advogado de doutor.</p>
<p>Não serei menos nem mais por isso, e nem ele será menos nem mais por isso.</p>
<p>O que não concordo é com o uso dessa forma de tratamento em um ambiente informal, onde, sim, ao clamar para si a pseudo-obrigação de todos de lhe chamarem de &#8220;Doutor Fulano&#8221;, o sujeito tenta se colocar acima dos demais à sua volta, garantindo para si, o status imperialista outorgado séculos atrás.</p>
<blockquote><p>(&#8230;) creio que um pouco de conhecimento, cultura e estudo da língua portuguesa não faz mal a ninguém. <em>(sic)</em></p></blockquote>
<p>Nem humildade, &#8220;Dr. Henrique&#8221;. Nem humildade.</p>
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		<title>O que é que a audiência das novelas da Globo têm a ver com o rebaixamento do Corínthians?</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Dec 2007 10:08:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago</dc:creator>
				<category><![CDATA[palavras]]></category>
		<category><![CDATA[futebol]]></category>
		<category><![CDATA[mídia]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>

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		<description><![CDATA[Primeiro, a Record pegou todos os bons apresentadores de telejornal que a Globo dispensou por birra e modismos, e criou o primeiro canal de notícias da tv aberta brasileira. O Jornal Nacional tá perdendo audiência e a Record News tá crescendo. Depois, a Record contratou os atores que a Globo jogou na sarjeta e pôs [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Primeiro, a Record pegou todos os bons apresentadores de telejornal que a Globo dispensou por birra e modismos, e criou o primeiro canal de notícias da tv aberta brasileira. O Jornal Nacional tá perdendo audiência e a Record News tá crescendo. Depois, a Record contratou os atores que a Globo jogou na sarjeta e pôs no ar novelas que estão conquistando as donas de casa osciosas que antes se divertiam entre um e outro plim-plim. Daí que a Globo havia vendido os direitos de transmissão dos jogos da Séria B do Brasileirão à Rede TV. Daí que a torcida brasileira que dá mais audiência televisiva é a da Fiel.</p>
<p>Alguém, além de mim, percebe que a Globo tá se fudendo?</p>
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