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	<title>Thiago Pedrosa &#187; resenha</title>
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		<title>Regra primeira para se fazer mídia colaborativa: antes de qualquer coisa, pergunte.</title>
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		<pubDate>Mon, 26 May 2008 21:21:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Dentre algumas das coisas que eu procuro me envolver, e das muitas coisas que eu me considero, eu sou fotógrafo. E sou, também, um entusiasta da web. Estes dois lados de meu cérebro começaram a guerrear entre si, recentemente. Explico: Enquanto evangelizador da internet como ferramenta de comunicação, adoro a maneira como as pessoas podem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dentre algumas das coisas que eu procuro me envolver, e das muitas coisas que eu me considero, eu sou fotógrafo. E sou, também, um entusiasta da web.</p>
<p>Estes dois lados de meu cérebro começaram a guerrear entre si, recentemente.</p>
<p>Explico:</p>
<p>Enquanto evangelizador da internet como ferramenta de comunicação, adoro a maneira como as pessoas podem expôr seus trabalhos e suas paixões para o mundo inteiro, e de graça. A aproximação e facilidade de contatos talvez sejam as maiores dádivas da internet para a humanidade.</p>
<p>Enquanto fotógrafo, me sinto extremamente indignado quando alguém usa meu trabalho sem minha autorização prévia, e o altera, quando eu não dei permissão para tanto.</p>
<p>Bem&#8230; semana passada aconteceu de 3 trabalhos meus irem a público.</p>
<p>Primeiramente, tive uma foto <a href="http://thiagopedrosa.com/arquivo/2008/05/20/salto-mortal/">publicada na revista eletrônica FILE Magazine</a>, americana. Liguei o botãozinho de orgulho, claro, pois eu já havia submetido meu trabalho a eles havia alguns meses, e fiquei extremamente feliz pela divulgação, já que trata-se de uma revista respeitadíssima no mundo da fotografia na web, e senti de cara o efeito quando vi que as estatísticas de visita deste blogue aumentaram em cerca de 230% desde então.</p>
<p>Dois dias depois recebo a notícia (valeu, <a href="http://vivoandando.blogspot.com">K</a>.) que o blogue <a href="http://www.urbanistas.com.br">Urbanistas</a> havia publicado, em <a href="http://urbanistas.com.br/sp/2008/05/21/extra-extra-405/">duas</a> <a href="http://urbanistas.com.br/sp/2008/05/20/extra-extra-404/">postagens</a> diferentes, duas fotos minhas. Minha autorização não foi pedida, e eu não submeti nada a eles. Uma das fotos, inclusive, foi digitalmente cortada, para caber melhor no formato das postagens do Urbanistas.</p>
<p>Apesar deles terem me dado o devido crédito, colocando links nas postagens para as páginas das fotos no Flickr, fiquei preocupado com o fato de que meu trabalho tenha sido usado sem meu consentimento ou conhecimento prévios.</p>
<p>Mas ei, é a internet! Se eu digo <em>Por favor, não utilizem minhas fotos, </em>o cara que utilizou vem e diz <em>Foda-se! Tá na web!</em> E é assim que a coisa funciona, na esmagadora maioria dos casos.</p>
<p>O que acontece é que eu não esperava algo desse tipo de um blogue com uma imagem pública a zelar, como é o caso do Urbanistas, então escrevi para eles, questionando este uso indevido e não-autorizado, e perguntando, principalmente, o porquê deles não terem me avisado que as fotos seriam publicadas. Era o mínimo. Passados 4 dias, não obtive resposta alguma.</p>
<p>Deixem-me apenas explicar isso melhor, para que eu não seja mal-interpretado.</p>
<p>O Urbanistas têm um blogue. (Massa!) Eles escrevem sobre o cotidiano das grandes cidades brasileiras, e, nesta filial em particular, <a href="http://urbanistas.com.br/sp">São Paulo</a>. (Muito massa!) Eles decidem ilustrar seus textos com fotos colhidas aleatoriamente da internet. (Burrice.) Eles nunca avisam aos donos das fotos que o estão fazendo. (Burrice grande!) E, quando um dos fotógrafos os questionou sobre porquê não haviam avisado antes, eles não lhe deram o devido crédito. (Burrice muito grande!)</p>
<p>Na minha opinião, os caras do Urbanistas não são caras maus. Eles são apenas preguiçosos. Entrar em contato com todos os donos de todas as fotos que eles utilizam em suas postagens consome um tempo realmente muito grande, mas eu garanto que, em 99% dos casos, os fotógrafos todos teriam dito <em>Sim, pode usar minha foto. Obrigado!</em></p>
<p>Se não ficou claro o suficiente até aqui, deixem-me desenhar: eu não queria que eles pedissem autorização. Bastava, apenas, ter me informado do que estavam fazendo.</p>
<p>Mas esta não parece ser a prática deles, e isto me deixa bastante triste, porque, em tempos onde tudo é livre e tudo está tão solto, um pouco de boa educação e consideração faz uma puta diferença na hora de se colher respeito mútuo e amizade. É a velha máxima de que &#8220;uma mão lava a outra&#8221;.</p>
<p>E, para mim, as duas lavam o rosto.</p>
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		<title>O lucrativo sofrimento alheio</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Apr 2008 16:06:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago</dc:creator>
				<category><![CDATA[palavras]]></category>
		<category><![CDATA[mídia]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>

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		<description><![CDATA[Sempre que há um caso de violência contra uma criança, a sociedade inteira se revolta. Normal. Choca mesmo. E quando se é pai ou mãe, a sensação que se tem é que poderia ter sido com o seu próprio filho. Eu sou pai. Sempre me sinto assim. Chego a chorar a dor dos outros, para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sempre que há um caso de violência contra uma criança, a sociedade inteira se revolta. Normal. Choca mesmo.</p>
<p>E quando se é pai ou mãe, a sensação que se tem é que poderia ter sido com o seu próprio filho. Eu sou pai. Sempre me sinto assim. Chego a chorar a dor dos outros, para falar a verdade.</p>
<p>Indiscutivelmente, o caso mais recente a vir a público, o da garotinha Isabella, mais uma vez chocou e dividiu a opinião pública. Os mais exaltados pedem uma justiça imediata, e acusam logo de cara, sem sequer saber o que aconteceu, de fato.</p>
<p>Normal. Alguém tem que ir pro pelourinho.</p>
<p>O que me emputece deveras, entretanto, não são os acusadores anônimos estabanados, e sim a mídia vampira,  imunda e insensível, que vê numa desgraça uma maneira de engordar ainda mais seu caixa.</p>
<p><a href="http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL390277-5605,00-MAE+DE+ISABELLA+DIZ+QUE+FILHA+TINHA+AMOR+INCONDICIONAL+POR+PAI.html">A reportagem exibida ontem, pelo Fantástico</a> foi estúpida, sensacionalista, imbecil, e decadente. Quase um circo de horrores, pelo fato de cada relato ser intercalado com fotos e flashes de vídeos caseiros mostrando a menina em cenas familiares, com a intenção clara de chocar, ao invés de informar.</p>
<p>Jornalismo cachorro para um mundo cão, eu lhes digo.</p>
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		<title>Todo mundo tem a sua</title>
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		<pubDate>Sat, 15 Mar 2008 14:49:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago</dc:creator>
				<category><![CDATA[palavras]]></category>
		<category><![CDATA[devaneios]]></category>
		<category><![CDATA[pessoal]]></category>
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		<description><![CDATA[Uma situação desagradável quis se formar diante de algumas fotografias minhas, exibidas para os colegas de trabalho. Sem entrar em detalhes a respeito dos motivos, eu deveria ter tido um tanto mais de cuidado com certas imagens, sabendo que um dos meus mais próximos ali tem uma espécie de bloqueio com relação ao objeto fotografado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma situação desagradável quis se formar diante de algumas fotografias minhas, exibidas para os colegas de trabalho.</p>
<p>Sem entrar em detalhes a respeito dos motivos, eu deveria ter tido um tanto mais de cuidado com certas imagens, sabendo que um dos meus mais próximos ali tem uma espécie de bloqueio com relação ao objeto fotografado em questão.</p>
<p>Alguns minutos depois, uma leve sondagem, perguntinhas soltas, respostinhas inocentes, dois copos de café, e um quase-incidente que poderia pôr em xeque uma amizade foi resolvido.</p>
<p>Ufa.</p>
<p>Mas daí que pouco depois, em momento mais apropriado, claro, conversávamos (eu e outros que não aquele) sobre os truques que a mente humana prega, em forma de paranóias aparentemente bestas, mas com fundamentos tão profundos que não se consegue entendê-las sem uma devida investigação minunciosa.</p>
<p>Não sei quanto a vocês, mas eu, particularmente, tenho um pavor incontrolável de sapos, rãs, pererecas, jias (gias?) e demais <em>batráquios galore</em> do gênero.</p>
<p>Sério.</p>
<p>Noite dessas estava aqui neste mesmo lugar, terminando de digitar coisas e resolvi aliviar a bexiga.</p>
<p>Foi só aplicar o cataclisma na ritrata e me virar que me arrupiei dos pés à cabeça, soltando um apropriado <em>putaquepariu</em> acompanhado de uma tremedeira nas pernas, pela simples imagem daquela porcariazinha de corpo mole e gelado em cima da pia.</p>
<p>Sério mesmo, po!</p>
<p>A cena seguinte pode parecer patética, mas não são vocês que precisam sair do banheiro se arrastando pela parede, com os olhos grudados nos olhos dela, sentindo que a qualquer momento ela vai atacar e querer entrar na tua boca, escavando goela abaixo, como fez sua prima distante há uns não-sei-quantos anos atrás.</p>
<p>Eu, que não consigo, sequer, escutar um estalo no banheiro, que já passo a noite prendendo o mijo, entendo perfeitamente o incidente primeiro, salvo as devidas proporções.</p>
<p>Ali é <em>some heavy shit</em>.</p>
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		<title>Santo Amaro</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Mar 2008 17:31:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tenho um misto de medo e fascinação por cemitérios. São lugares que me transmitem um ar de tranqüilidade enorme, mas ao mesmo tempo me deixam constantemente em estado de alerta consciente, de contemplação, de reflexão. Respeito pra caramba, cada túmulo, jazigo e oratório, e costumo buscar saber estórias e lendas e conhecer algo sobre o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.flickr.com/photos/tato/2324052722/in/set-72157604088465769"><img src="http://thiagopedrosa.com/wordpress/wp-content/uploads/santo_amaro.jpg" alt="Cemitério de Santo Amaro" /></a></p>
<p>Tenho um misto de medo e fascinação por cemitérios.</p>
<p>São lugares que me transmitem um ar de tranqüilidade enorme, mas ao mesmo tempo me deixam constantemente em estado de alerta consciente, de contemplação, de reflexão. Respeito pra caramba, cada túmulo, jazigo e oratório, e costumo buscar saber estórias e lendas e conhecer algo sobre o lugar.</p>
<p>O <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cemit%C3%A9rio_de_Santo_Amaro_(Recife)">cemitério de Santo Amaro</a> é cheio dessas <a href="http://www.flickr.com/photos/tato/2324156986">estórias</a> e <a href="http://www.orecifeassombrado.com/Lendas002.html">lendas</a>, além de ser um lugar muito sentimental para mim, por causa dos laços familiares.</p>
<p>Enfim.</p>
<p>Ontem passei algumas horas lá dentro. <a href="http://www.flickr.com/photos/tato/sets/72157604088465769/">Eis as fotos</a>.</p>
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		<title>Mormaço</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Mar 2008 02:21:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago</dc:creator>
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		<category><![CDATA[street photography]]></category>

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		<description><![CDATA[Gente boa, aquela menina Maria Luíza, me acordando com as galinhas, num sábado, para me recordar que eu lhe havia prometido companhia em passeio fotográfico por algumas ruelas do centrão. Bora, fia. Ramos. Um toddynho e um sanduíche de presunto depois, e eu me surpreendo sempre com a maneira como o mesmismo paisagístico, o lixo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gente boa, aquela menina Maria Luíza, me acordando com as galinhas, num sábado, para me recordar que eu lhe havia prometido companhia em passeio fotográfico por algumas ruelas do centrão.</p>
<p>Bora, fia. Ramos.</p>
<p>Um toddynho e um sanduíche de presunto depois, e eu me surpreendo sempre com a maneira como o mesmismo paisagístico, o lixo das ruas, as fachadas coloridas dos casebres e becos coloniais, e o comércio em geral dos bairros do centro me trazem novidades a cada passeio.</p>
<p>Catinga medonha em alguns trechos. Cheirinhos gostosos em outros. Mas sempre um calor duzinferno, que suei a espinha até derreter pelo rêgo, naquela porra.</p>
<p>Bom que só.</p>
<p>Rolarão algumas imagens capturadas do calçamento, de bichos esparramados debaixo de sombras de árvores, de boxes de produtos de macumba e chapéus de palha, e de conversas furtadas de amigos feitos diante da galinha assada + cerva gélida no Mercado de São José.</p>
<p>Falta só grana pra revelar.</p>
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		<title>Vamos jogar um jogo?</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Feb 2008 22:53:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago</dc:creator>
				<category><![CDATA[palavras]]></category>
		<category><![CDATA[davi]]></category>
		<category><![CDATA[família]]></category>
		<category><![CDATA[gabriel]]></category>
		<category><![CDATA[pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu, papai, Gabriel e Davi inventamos um novo jogo no fim-de-semana passado. Na verdade, os garotos inventaram, e eu e old man Josh simplesmente entramos na onda. Funciona da seguinte forma: O campo de combate foi a piscina de casa. De um lado fiquei eu segurando Gabe, do outro, papai segurando Davi. Daí a pouco [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu, papai, Gabriel e Davi inventamos um novo jogo no fim-de-semana passado. Na verdade, os garotos inventaram, e eu e <em>old man Josh</em> simplesmente entramos na onda.</p>
<p>Funciona da seguinte forma:</p>
<p>O campo de combate foi a piscina de casa. De um lado fiquei eu segurando Gabe, do outro, papai segurando Davi. Daí a pouco Davi soltou-se dos braços de papai e veio nadando feito cachorrinho em minha direção, e eu o peguei. Enquanto ele estava embaixo d&#8217;água e Gabriel viu que eu soltei mais meu braço, ele pulou pra cima de papai. Quando Davi viu que Gabriel não estava comigo, deu meia volta, se jogou na água e foi-se em direção ao véio Zué. Gabriel, então, pulou de volta pra mim.</p>
<p>Durante um bom tempo eles ficaram nessa brincadeira, de pular de um lado pro outro e se encontrarem no meio do caminho. E toda vez que eles faziam isso, começavam a rir.</p>
<p>Eu e papai, como é de se esperar, cansamos logo.</p>
<p>O mais interessante foi ver como eles criaram um jogo do nada, com pequenas regrinhas, sem sequer usar nenhum tipo de comunicação verbal. A coisa fluiu naturalmente, e eles se entenderam perfeitamente no jogo.</p>
<p>Eu achava que crianças só teriam capacidade de criar coisas tão elaboradas desse jeito após adquirirem uma certa capacidade de raciocínio lógico, mas estava enganado.</p>
<p>Ao que parece, eles conseguem compreender as regras de tudo com muito mais facilidade do que nós.</p>
<p>E nós deveríamos aprender isso com eles.</p>
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		<title>Sobre titulação, pronomes de tratamento, boa educação e autoridade (ou, como podemos nos dirigir às pessoas através de seus títulos, sem esquecermos que, cada qual do seu lado, todos são pessoas, acima de tudo)</title>
		<link>http://thiagopedrosa.com/arquivo/sobre-titulacao-pronomes-de-tratamento-boa-educacao-e-autoridade-ou-como-podemos-nos-dirigir-as-pessoas-atraves-de-seus-titulos-sem-esquecermos-que-cada-qual-do-seu-lado-todos-sao-pessoas-acim/</link>
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		<pubDate>Fri, 08 Feb 2008 03:55:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago</dc:creator>
				<category><![CDATA[palavras]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>

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		<description><![CDATA[Esta semana recebi um comentário, que considerei um tanto quanto arrogante, e gostaria de compartilhar com vocês, já que a referida postagem já saiu da página principal deste weblog há algum tempo. Ei-lo. Leiam e voltem aqui nesta página para continuarmos o papo. Eu aguardo vocês. &#8230; Leram? Massa. Então&#8230; se vocês prestarem bem atenção [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esta semana recebi um comentário, que considerei um tanto quanto arrogante, e gostaria de compartilhar com vocês, já que a referida postagem já saiu da página principal deste weblog há algum tempo.</p>
<p><a href="http://thiagopedrosa.com/arquivo/2007/11/16/grandes-merda-voce-ser-adevogado/#comment-658">Ei-lo</a>. Leiam e voltem aqui nesta página para continuarmos o papo. Eu aguardo vocês.</p>
<p>&#8230;</p>
<p>Leram? Massa.</p>
<p>Então&#8230; se vocês prestarem bem atenção no que eu escrevi naquela postagem, minha intenção não era questionar o uso do pronome de tratamento &#8220;doutor&#8221; à frente do nome do sujeito &#8220;advogado&#8221;, mas sim mostrar a diferença do que havia na barriga de dois sujeitos que participavam da mesma cena: um tinha o rei, o outro tinha cocô em ebulição.</p>
<p>Não sei se compensa responder o &#8220;Dr. Henrique&#8221; em uma postagem, e acho que não vale o esforço, já que ele aparenta ser o mesmo tipo de pessoa que negaria uma informação a um desesperado em detrimento da forma &#8220;correta&#8221; de a ele se dirigir.</p>
<p>Mas, de qualquer forma, quero apenas atestar aqui que, muito embora essa lei que ele mencionou não exista (já que, na época, as leis não eram numeradas como as de hoje), existe, sim, uma lei, datada de 11 de agosto de 1827, que determina que:</p>
<blockquote><p>Art. 9.º &#8211; Os que freqüentarem os cinco annos de qualquer dos Cursos, com approvação, conseguirão o gráo de Bachareis formados. Haverá tambem o gráo de Doutor, que será conferido áquelles que se habilitarem com os requisitos que se especificarem nos Estatutos, que devem formar-se, e sò os que o obtiverem, poderão ser escolhidos para Lentes. (<em>sic</em>)</p></blockquote>
<p>Quaisquer dos cinco anos citados pela lei, referem-se a cursos de nível superior, e que, no Brasil da época, eram os de Ciências Jurídicas, Ciências Sociais, e Engenharia.</p>
<p>Ora, se o curso de Ciências Sociais se desmembrou alguns anos depois, e se um dos rebentos foi, justamente, o curso de Administração, que eu concluí com titulação de Bacharel em 2001, então eu também deveria ser chamado de &#8220;doutor&#8221;, correto?</p>
<p>A tradição e os costumes brasileiros, entretanto, mantiveram o tratamento apenas para advogados e engenheiros, e eu não me importo com isso, na verdade. Da mesma forma que, em um ambiente formal, de trabalho, onde o uso formal de formas de tratamento formais devam ser empregadas para um melhor caminhar das coisas, não me importo em chamar um advogado de doutor.</p>
<p>Não serei menos nem mais por isso, e nem ele será menos nem mais por isso.</p>
<p>O que não concordo é com o uso dessa forma de tratamento em um ambiente informal, onde, sim, ao clamar para si a pseudo-obrigação de todos de lhe chamarem de &#8220;Doutor Fulano&#8221;, o sujeito tenta se colocar acima dos demais à sua volta, garantindo para si, o status imperialista outorgado séculos atrás.</p>
<blockquote><p>(&#8230;) creio que um pouco de conhecimento, cultura e estudo da língua portuguesa não faz mal a ninguém. <em>(sic)</em></p></blockquote>
<p>Nem humildade, &#8220;Dr. Henrique&#8221;. Nem humildade.</p>
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		<item>
		<title>Referência: atrás da Casa da Barbie</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Jan 2008 15:34:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago</dc:creator>
				<category><![CDATA[palavras]]></category>
		<category><![CDATA[futebol]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>

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		<description><![CDATA[É impossível viver nesta cidade sem participar e conhecer o futebol. É algo que eu nunca tinha visto antes, a maneira como as pessoas aqui vivem o futebol, e amam seus times, e participam dos campeonatos. Há, no Recife, uma rivalidade feroz entre os três times locais: Sport Club, Náutico, e Santa Cruz. Cada um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É impossível viver nesta cidade sem participar e conhecer o futebol. É algo que eu nunca tinha visto antes, a maneira como as pessoas aqui vivem o futebol, e amam seus times, e participam dos campeonatos.</p>
<p>Há, no Recife, uma rivalidade feroz entre os três times locais: <a href="http://www.sportnet.com.br/">Sport Club</a>, <a href="http://www.nautico-pe.com.br/">Náutico</a>, e <a href="http://www.coralnet.com.br/">Santa Cruz</a>. Cada um desses times, assim como cada time de futebol do mundo, é caracterizado por um esquema de cores. O Sport é vermelho e preto. O Náutico é vermelho e branco. O Santa Cruz é vermelho, preto e branco.</p>
<p>Saca mistura de cores? Então. Misture branco e vermelho. O que que dá? Rosa.</p>
<p>A turma aqui tira onda com o Náutico, dizendo que seu uniforme não é vermelho e branco, mas sim, rosa.</p>
<p>E vão além, dizendo que o estádio do Náutico, o <a href="http://www2.uol.com.br/JC/nautico/estadio.htm">Estádio dos Aflitos</a>, é a Casa da Barbie. Cor-de-rosa.</p>
<p>Daí que esta semana, o <a href="http://jc.uol.com.br/blogs/blogdotorcedor">Blog do Torcedor</a> saiu com <a href="http://jc.uol.com.br/blogs/blogdotorcedor/2008/01/03/#5150">um post sobre um torcedor fanático do Sport, que ligou para a Oi/Telemar e deu como referência de sua residência o Estádio dos Aflitos</a>. É o que ficou subentendido e claro para qualquer bom espremedor, o suco de laranja.</p>
<p>E eu teria achado que tudo era simplesmente uma montagem, se ontem à noite eu não tivesse sentado na mesma mesa de boteco que o dito torcedor, e se eu não tivesse visto a conta telefônica pessoalmente.</p>
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		<title>O que é que a audiência das novelas da Globo têm a ver com o rebaixamento do Corínthians?</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Dec 2007 10:08:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago</dc:creator>
				<category><![CDATA[palavras]]></category>
		<category><![CDATA[futebol]]></category>
		<category><![CDATA[mídia]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>

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		<description><![CDATA[Primeiro, a Record pegou todos os bons apresentadores de telejornal que a Globo dispensou por birra e modismos, e criou o primeiro canal de notícias da tv aberta brasileira. O Jornal Nacional tá perdendo audiência e a Record News tá crescendo. Depois, a Record contratou os atores que a Globo jogou na sarjeta e pôs [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Primeiro, a Record pegou todos os bons apresentadores de telejornal que a Globo dispensou por birra e modismos, e criou o primeiro canal de notícias da tv aberta brasileira. O Jornal Nacional tá perdendo audiência e a Record News tá crescendo. Depois, a Record contratou os atores que a Globo jogou na sarjeta e pôs no ar novelas que estão conquistando as donas de casa osciosas que antes se divertiam entre um e outro plim-plim. Daí que a Globo havia vendido os direitos de transmissão dos jogos da Séria B do Brasileirão à Rede TV. Daí que a torcida brasileira que dá mais audiência televisiva é a da Fiel.</p>
<p>Alguém, além de mim, percebe que a Globo tá se fudendo?</p>
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		<title>Suas intermitências, não tão intermitentes</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Nov 2007 10:55:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago</dc:creator>
				<category><![CDATA[palavras]]></category>
		<category><![CDATA[pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>

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		<description><![CDATA[Há duas verdades absolutas e incontestáveis. Uma, que todos nascemos. E outra, que todos morremos. É inevitável. De quatro anos para cá venho pensando muito sobre a morte, e sobre o sentimento egoísta que temos com relação a ela. Contemplem e raciocinem comigo: é sim, um sentimento egoísta, dos que ficam. Quem morre conclui um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há duas verdades absolutas e incontestáveis. Uma, que todos nascemos. E outra, que todos morremos. É inevitável.</p>
<p>De quatro anos para cá venho pensando muito sobre a morte, e sobre o sentimento egoísta que temos com relação a ela.</p>
<p>Contemplem e raciocinem comigo: é sim, um sentimento egoísta, dos que ficam. Quem morre conclui um ciclo. Encerra sua missão terrena, e inicia outra, seja ela qual for, seja lá qual for a crença e a maneira de enxergar o pós-morte. Seja a vida eterna, seja a reencarnação. Isto me é suficiente para encarar a morte sem medo. Sei que, quando chegar minha hora, estarei preparado. Pelo menos, tento me preparar para isto todos os dias.</p>
<p>Espero que ninguém me interprete mal quando falo nisso. Não quero morrer. E não passo cada momento do meu dia  pensando em morrer. Não é isso. Apenas vejo que a morte é algo tão natural na vida, que deveríamos encarar de maneira mais tranquila a idéia de morrer.</p>
<p>O problema é o trágico.</p>
<p>Com uma frequência não muito rara, infelizmente, pessoas que estão próximas a nós se vão de maneira súbita, repentina, inesperada, e a tristeza que em nós fica não é aquela tristeza egoísta, de simplesmente se querer a pessoa por perto, mas sim um misto com revolta. Não preciso exemplificar, nem mencionar nem nada. Cada um de vocês que chegarem a ler até aqui terão exemplos ao seu redor.</p>
<p>O que me fez assumir esse tipo de pensamento e gastar algum tempo de minha vida pensando na morte foi, justamente, o trágico.</p>
<p>De quatro anos para cá perdi pessoas muito próximas a mim, de maneira trágica. Ontem aconteceu de novo.</p>
<p>Acontecimentos trágicos me fazem pensar no quão frágil é, realmente, nossa existência, e de como conjuntos de carmas involuem para um fim.</p>
<p>Não sei que sentimentos passam pela cabeça de um sujeito que puxa um gatilho. Não sei que carmas ele carrega, e não conheço sua situação espiritual no momento em que ele decide que ele tem o direito de matar alguém. Não sei nem se há explicação para isto. O que há, apenas, é a revolta, e a tristeza advinda da lembrança de que não deveria ter sido daquela forma. Não foi justo. Não foi correto. Não foi natural.</p>
<p>Em momentos como este me dou o direito de odiar e de sentir pena. O cara que mata é um miserável, e não me sinto mal em tecer este julgamento.</p>
<p>Enfim&#8230; Uma das resoluções que tomei desde que comecei a contemplar a morte foi a de que eu nunca devo deixar pessoas por quem eu tenho estima com palavras negativas. Talvez eu nunca mais veja essas pessoas, ou talvez elas nunca mais me vejam. Não conseguiria viver com o fato de que deixei pendências que nunca mais serão resolvidas.</p>
<p>Neste caso em particular, não deixei. E isso, de certa forma, me tranquiliza.</p>
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