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Efemérides, impermanências

04/26/2012

Em alguns momentos nos deparamos com decisões difíceis de serem tomadas, mas que podem influenciar enormemente o rumo de nossas vidas, para o bem ou para mal, dependendo da escolha a ser feita.

Considerando isso, e considerando o momento atual da minha vida, e somado à realidade da impermanência, hoje é meu último dia no Twitter.

Nos últimos 5 anos fiz amigos, troquei experiências e idéias, expus minha vida, e recebi em troca outras vidas expostas, graças ao Twitter, e a isso tudo serei eternamente grato.

Sei que as pessoas que se importam comigo de verdade saberão me encontrar depois que eu cancelar aquela conta, mas sei também que, assim como tudo o mais na vida, nem minha conta no Twitter, nem a inexistência dela, são permanentes.

Até mais, amigos. Nos vemos na rede.

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Se você não é o consumidor, você é consumido.

04/12/2012

Essa semana mais uma pequena empresa foi comprada por um gigante.

No geral fico feliz pela equipe do Instagram, mesmo sem conhecê-los. Em pouco mais de dois anos eles criaram um produto incrível, com pouquíssimos recursos, e fizeram sucesso. Ficaram milionários fazendo algo bonito e que funciona.

Agora paremos uns minutos para ler este post de Maciej Ceglowski, Don’t be a free user.

Os serviços que mais uso (e mais gosto de usar) na web – Flickr, Pinboard, Instapaper – são pagos. E eu pago com muito gosto.

Quando você paga por algum serviço, o serviço se torna o produto. Quando você não paga, pode ter certeza que o produto é você. Ninguém janta de graça. Sempre alguém paga a conta.

Quando um produto é gratuito ele não gera retorno. Quanto mais cresce, mais consome recursos. E não é preciso saber de muita economia para entender o que acontece se os recursos consumidos são maiores que o retorno.

Sabe quanto você vale para o Instagram? US$28,00.

Se você não é o consumidor, você é o produto.

Enfim, em minha humilde opinião: o Instagram vai fechar, mais cedo ou mais tarde, engolido por alguma função extra no Facebook mobile.

Se juntará a tantos outros bons produtos independentes, gratuitos, e que foram comprados por gigantes.

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Eu estou vivo

02/6/2012

Para alguém que costumava pirar se não atualizasse meu blog com freqüência, eu terminei falhando comigo mesmo, e de alguma forma tenho demorado semanas, ou até meses, entre postagens. Não que eu não esteja compartilhando fragmentos de minha vida. Subo fotos para o Flickr quase diariamente e despejo meus devaneios e observações cotidianas para o Twitter, além de uma ou outra rede social que testo e abandono, sendo a mais recente, o Path. Mas o lugar que costumava ser meu coração e minha alma online? Necas. Acontece que antigamente nossas homepages eram os veículos de expressão que tínhamos, e hoje estamos despedaçados e espalhados na grande rede.

Eu estou disposto a voltar a documentar por aqui as coisas que ando fazendo, e os projetos nos quais venho me envolvendo, e por mais que eu já tenha prometido isso antes várias vezes, quero muito que dessa vez eu consiga fazer acontecer.

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