Dupla com Fabiz
… ou uma tentativa. Das 36 poses que eu e Fabiz compartilhamos, só essas 4 fotos me agradaram.
Eu usei uma Vivitar Ultra Wide & Slim e ele uma Lomo LC-A. O filme foi um Kodak Ektachrome 100, revelado em processo cruzado.
… ou uma tentativa. Das 36 poses que eu e Fabiz compartilhamos, só essas 4 fotos me agradaram.
Eu usei uma Vivitar Ultra Wide & Slim e ele uma Lomo LC-A. O filme foi um Kodak Ektachrome 100, revelado em processo cruzado.
Há alguns meses atrás o Banco do Brasil criou uma campanha inovadora: abriu um grupo dentro do Flickr para receber imagens da comunidade. Essas imagens são avaliadas, e algumas são escolhidas para integrarem as campanhas publicitárias do banco. O fotógrafo selecionado recebe fama e fortuna por seu trabalho, seja ele profissional ou não.
O Itaú tem uma ação semelhante, apesar de não usar o Flickr como porta de entrada para suas imagens. Mas, da mesma forma, dá aos fotógrafos e artistas selecionados não só os créditos autorais devidos, como também compra a licença de uso por seus trabalhos.
Ponto para o BB, e ponto para o Itaú. Reconhecendo e dando oportunidades, e trabalhando a responsabilidade social e a transparência, de uma forma simples e inteligente.
Daí que o HSBC, essa semana, resolveu pular no trem em movimento, e criou uma comunidade no Flickr para receber trabalhos que seriam usados em suas campanhas publicitárias. Porém, ao contrário do BB e do Itaú, o HSBC resolveu que os fotógrafos, profissionais ou não, deveriam ser todos tratados como amadores, e estipulou, em seu regulamento, que não pagaria nada pelas imagens escolhidas, mas apenas daria o crédito autoral. Apenas deixaria o nome do fotógrafo aparecer, e nada mais.
Bem… Eles podem fazer isso? Claro! É a campanha deles. E isso é bom? Depende de “para quem”. O banco sai lucrando. Cria campanhas publicitárias usando fotos que foram obtidas de graça, e fatura milhões com elas. O fotógrafo pode ter seu nome divulgado, mas inflaciona o mercado, desvalorizando o seu trabalho. Mas ei! As fotos são deles, eles podem fazer o que quiserem!
Não demorou muito para uma turma se manifestar contra o regulamento do HSBC. Muitos fotógrafos, amadores e profissionais, se meteram no grupo, abriram um tópico, e criticaram/condenaram o regulamento. A discussão correu quente durante todo o dia de ontem. E, dentre os que se posicionaram contra, estava eu.
Inflamado pela discussão como eu estava, direcionei minhas pedras para as cabeças daqueles que resolveram dar suas fotos de graça para o HSBC, criei uma lista preparada cuidadosamente, com os nomes e links de cada um deles, e postei no grupo, para todos verem o que já estava lá para ser visto, e chamei aquelas pessoas de “prostitutas”.
Ok, ok. Usei um termo forte, e não fui justo, nem com aquelas pessoas, nem com as prostitutas. Foi uma analogia infeliz, que resultou em um flood de mensagens que recebi, tanto no Flickr, quanto no Twitter. Metade das mensagens me apoiava, a outra metade me atacava.
Fiquei preocupado, e resolvi que deveria me reposicionar.
Apaguei a mensagem que havia postado no Flickr, e passei a noite pensando.
Dentre as pessoas que me atacaram, 4 se destacaram.
O HSBC aprendeu que é sempre bom ouvir a comunidade, alterou as regras de sua campanha, e agora vai pagar pelas fotos usadas.
Eu aprendi que não se deve xingar ninguém pela frente, porque as pessaos se ofendem muito rapidamente. Aprendi que as prostitutas são vítimas de preconceito, e aprendi que devo sempre pensar 3 vezes antes de expressar minhas opiniões. Aprendi que cada um tem o seu, e faz com ele o que bem entender, desde que não prejudique uma sociedade.
Venho tentando viver minha vida de uma maneira tranqüila. Sem excessos, sem sobras, sem faltas. Vivendo com prazer, curtindo os momentos, fazendo tudo bem feito, no trabalho, em casa, no lazer.
Tocando minha existência com paciência e respeito, por mim e pelo próximo.
Porque eu aprendi que o stress é algo criado por nós mesmos. É a criatura querendo se impor sobre o criador.
Porque eu aprendi que sou eu que faço meus horários, e não os meus horários que me fazem. Porque eu aprendi que tudo isto aqui vai ficar, e eu vou embora. E que tudo vai passar e eu vou simplesmente passar por tudo.
Porque eu aprendi que por mais que se viva cada momento em sua plenitude, sempre haverá mais plenitude por se alcançar, e que devemos, portanto, apreciar cada instante que nos é concedido, por ser cada instante especial à sua maneira.
Porque eu aprendi que é devagar que se deve respirar, para podermos sentir o sabor do oxigênio nos limpando e nos alimentando. Porque eu aprendi que o café-da-manhã é a refeição mais gostosa do dia, e espreguiçar numa cama de manhã cedo é bom demais!
Porque o sorriso do meu filho, mesmo quando me acorda de madrugada pedindo por calor ou carinho ou comida, é lindo demais para me deixar chateado por acordar no meio da noite.
Porque agindo dessa forma, tenho a certeza de que estou fazendo o melhor por mim e por quem está comigo. Porque nunca devemos deixar as pessoas que gostamos com palavras ou atitudes negativas, porque a negatividade contagia tanto quanto a bondade, e temos o livre arbítrio de escolher que tipo de sentimento queremos passar adiante.
Porque eu quero. E porque eu nunca consegui me livrar do meu vício de chocolate e de café, e isto já não me perturba mais, porque eu adoro chocolate e adoro café. Porque é bom.
Porque eu sempre me emociono diante de uma música boa e de uma foto bonita. Porque sinto nostalgia. E simplesmente porque viver é bom, e eu quero correr toda a minha trajetória no Planeta Terra de maneira a não me arrepender de muita coisa quando eu sair daqui.
Busco minha evolução espiritual, pessoal, emocional, intelectual, mas não me amarro mais a clichês ou padrões, ao mesmo tempo que me rebelo apenas contra os maus sentimentos e contra as doenças e guerras e violências.
Não vale a pena causar a este mundo (entenda-se como lugar e pessoas formando um todo) mais mal do que já vem sendo causado. Melhor deixar uma contribuição positiva, que seja lembrada com carinho. Tenho que aprender um novo idioma. Já plantei uma árvore, já fiz um filho, e ainda não escrevi um livro.
Busco o fim, mas são os meios que me trarão as boas recordações.

Antiga Rua dos Judeus, Recife Antigo.
Canon Powershot G9. 15 imagens individuais. Vejam em tamanho maior.

Vivitar Ultra Wide & Slim + Kodak Ektachrome 100 (revelado em processo cruzado).
Ontem aconteceu em São Paulo a exposição/festa Flickr Night Analog. Não estive presente, mas estas minhas fotos me representaram bem.