Flickr Night Analog
Ontem aconteceu em São Paulo a exposição/festa Flickr Night Analog. Não estive presente, mas estas minhas fotos me representaram bem.
Ontem aconteceu em São Paulo a exposição/festa Flickr Night Analog. Não estive presente, mas estas minhas fotos me representaram bem.
Nos conhecemos há uns 5 anos atrás. Trabalhávamos juntos no mesmo setor, só que em equipes separadas: ela aqui no Recife, e eu numa equipe lotada em Natal.
Simpatizamos um com o outro de cara. Eu achei ela um mulherão. Ela diz que me achou interessante. Não sei se é verdade. É o que ela diz.
Durante algum tempo nos falamos por telefone poucas vezes, e nos encontramos outras mais poucas ainda. Confesso que sempre havia uma empatia, mas nada além de simpatia. Sempre achei Bel muita areia para meu caminhão sequer pensar em carregar.
Então eu me fixei em Pernambuco de vez e em definitivo. Ela já não era mais minha colega, mas sim minha chefe. Continuava aquele mulherão de sempre, e, confesso novamente, com a rotina de trabalharmos sempre perto um do outro passei a vê-la com olhos outros além de simplesmente simpáticos e empáticos.
No ano passado, durante a bebemoração do aniversário de um colega, ela me puxou para dançar, e a simpatia e empatia mútua viraram paquera. A paquera durou alguns dias, já que eu sou frouxo demais para chegar junto.
Combinamos de sair e terminamos nos encontrando num barzinho, ao som de uma banda de blues, e regados a muitas cervejas.
Ficamos.
A paquera se transformou em sedução, e em pouco tempo estávamos envolvidos, tentando esconder nossa relação dos colegas de trabalho. A ideia era ver até onde aquela brincadeira iria.
E foi longe. Nos envolvemos muito rápido em pouco tempo e de forma muito intensa.
Nos apaixonamos.
Nos amamos.
Eu saí da equipe onde trabalhávamos, e ela também. O namoro veio a público, chocando algumas pessoas, provando outras, e confirmando o que outras tantas já desconfiavam.
O namoro completou 1 ano. A ligação entre nós ficando cada vez mais forte. Nós, cada vez mais próximos um do outro. Vi que Bel, minha Bebel, era muito mais mulherão do que eu via em toda minha simpatia e empatia. É um mulherão por dentro e por fora. Linda de todas as formas, até mesmo quando acorda.
Percebi que eu precisava dela. Precisava adormecer e acordar ao lado dela todos os dias. Precisava viver com ela todas as suas alegrias e tristezas, vitórias e angústias, pois tudo aquilo já estava fazendo parte de mim.
Então no último fim de semana eu a pedi em casamento.

Ela disse “sim”.
Ontem fotografei o aniversário de Pietra, filha do meu amigo Bruno. Uma princesinha, completando 1 aninho de vida.

Tenho uma dezena de fotos com essa mesma vista!
Holga 120 CFN + filme Shanghai GP3 100.
Estou em débito, e não é só com a Receita Federal. Estou em débito com este sítio, com minha fotografia, com alguns amigos, com minha namorada, e com meu filho, mas, principalmente, estou em débito comigo mesmo.
Acontece de tempos em tempos, e, geralmente, consigo colocar a vida em dia rapidinho.
Enquanto minha mente e meu corpo vão se acostumando com a idéia de sair do marasmo, algumas atualizações/satisfações:
- Continuo morando no mesmo apartamento. Essa semana me dei conta que, desde que saí da casa dos meus pais, esse é o lugar onde passei mais tempo, mas ainda não é o lugar onde consigo me sentir em casa plenamente. Provavelmente continuarei morando aqui por mais algum tempo, não sei. E isso me remete a:
- Eu de Bebel ainda não estamos morando juntos. Ainda. Acontecerá, inevitavelmente, e em breve, certamente. Inadvertidamente.
- Na próxima semana iniciarei um curso de programação em Java, pago pelo meu empregador, que durará cerca de 3 meses. Vai ser foda, trabalhar de noite/madrugada, e estudar de manhã. Dormirei pouco mais de 4h por dia, comerei apenas 2 refeições, e ainda serei cobrado por todos os lados. Ou seja: não me pressionem a nada. Por favor.
- Estou renovando/vendendo/comprando alguns equipamentos. Talvez alguns projetos saiam do papel em breve. É para isso que existem os fins de semana, né?
- Nos últimos 2 meses comprei/peguei emprestado cerca de 10 livros. Só li um. Nunca a procrastinação foi tão latente.
Eu continuo sendo um cara legal, apesar de meio sumido e um tanto quanto omisso. Apenas não sei o que aconteceu, mas eu meio que perdi o fio da meada nesse lance de blogar. Até algum tempo atrás era extremamente importante, para mim, compartilhar algumas linhas de pensamento, estórias, imagens. Segundo Fawller, meu blog “ficou chato” depois que morreu como Terreiro e renasceu como eu mesmo. Talvez eu esteja, mesmo, chato, mas acreditem: todas essas coisas continuam sendo importantes para mim. Continuo escrevendo muito, e fotografando um pouco menos. Meus cadernos não me deixam mentir, e meus negativos e cartões de memória idem. Prefiro jogar a culpa na preguiça.
Mas vejam só… ontem consegui arrumar meu guarda-roupas, e achei até uma camiseta que pensava ter perdido há 2 anos atrás!
…
É algum progresso, vai!